Papa Francisco participa nas Jornadas Mundiais da Juventude a partir de amanhã

Igreja portuguesa confiante para ser anfitriã da próxima Jornada

O papa Francisco participa, a partir de quarta-feira, nas Jornadas Mundiais da Juventude, no Panamá, um encontro com milhares de jovens católicos de cerca de 155 países, a quem já pediu que assumam a liderança na mudança do mundo.
No final destas jornadas, o papa anunciará o próximo país a receber os jovens. Portugal é uma das possibilidades.
A 08 de janeiro o secretário-geral da Conferência Episcopal Portuguesa disse que a ligação e o bom relacionamento com países de África poderão ser “mais-valias” na candidatura, assim como a “hospitalidade” nacional.
Em dezembro, o ‘site’ Religionline avançou que as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) de 2022, presididas pelo papa, vão realizar-se em Portugal, adiantando que a região de Lisboa “acolherá os atos principais, nomeadamente o fim de semana de celebração.
O Religionline, que citava “várias fontes eclesiásticas”, afirmava que o anúncio oficial será feito no Panamá, nas próximas JMJ, que decorrem de 22 a 27 de janeiro, e nas quais estará presente o cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, e outros bispos portugueses, para receberem a passagem de testemunho do papa e do bispo da Cidade do Panamá.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, estará também presente nas jornadas, deslocando-se ao Panamá entre os dias 25 e 27.
Perante a possibilidade de Portugal acolher este encontro mundial de jovens católicos em 2022, Marcelo Rebelo de Sousa disse também em dezembro que “seria uma magnífica notícia”, adiantando, contudo, que é necessário aguardar pela “palavra do papa Francisco”.
“Seria uma magnífica notícia para Portugal, mas vamos esperar se se confirma porque há mais candidatos”, acrescentou o chefe de Estado.
Depois de Rio de Janeiro em 2013, o ano da sua eleição e de Cracóvia em 2016, Jorge Bergoglio, 82 anos, vai participar na terceira Jornada Mundial da Juventude do seu papado num pequeno país de quatro milhões de pessoas, o primeiro da América Central a receber o evento.
Antes do lançamento desta 34ª edição das Jornadas Mundiais da Juventude (instituída por João Paulo II), o papa Francisco pediu aos jovens, através de uma mensagem em vídeo, que se colocassem a serviço dos outros “.
“Muitos jovens, crentes ou não-crentes, no final de um período de estudo, expressam o desejo de ajudar os outros, fazer algo por aqueles que sofrem, tal é a força dos jovens, sua força para todos, quem pode mudar o mundo “, disse na mensagem.
O primeiro papa argentino e latino-americano da história não deixará de abordar questões como a pobreza, a corrupção ou a emigração.
“Os nossos jovens precisam, especialmente na América Central, de oportunidades para enfrentar a dura realidade que os obriga a emigrar ou cair nas mãos de narcotraficantes”, disse o arcebispo do Panamá, José Domingo Ulloa, ao passar por Roma.
A sétima viagem do Papa em terras latino-americanas incluem encontros com autoridades do governo do Panamá e com os bispos do país antes de um primeiro encontro com os jovens.
No momento em que deixará o país, no domingo dia 27, Francisco também visitará um centro para jovens com VIH, bem como uma prisão juvenil.
A sua viagem é uma continuação da assembleia mundial de bispos (sínodo) dedicada especificamente aos jovens em outubro de 2018, durante a qual os prelados foram chamados a ouvir melhor uma geração que foge da Igreja.
Na sua última viagem, à Estónia, o papa também observou que os jovens “estão indignados com escândalos sexuais e económicos, contra os quais não veem uma clara condenação”.
Os escândalos têm vindo a adensar-se. Em janeiro de 2018 o papa visitou o Chile, uma viagem que se tornou num ponto de viragem no seu papado uma vez a esta se segui a renúncia de todos os bispos chilenos na sequência de casos de abusos.
Desde então, Francisco tem afirmado a necessidade de combater a pedofilia na igreja tendo marcado para o final de fevereiro, no Vaticano, uma reunião mundial de presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo sobre a “proteção de menores” dentro da Igreja.

(Com Lusa)

 

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