
A Secretaria-Geral do Sínodo publicou hoje novos relatórios que lançam propostas de mudança na relação com os bispos com as comunidades de vida consagrada e de maior participação dos leigos.
O Grupo de Estudo n.º 6 pede a criação de acordos de cooperação diocesanos capazes de regular a “missão, formação, igualdade de género, remunerações e gestão patrimonial”.
O relatório, divulgado online, sugere a nomeação de um vigário para a vida consagrada em cada diocese e exige “um acompanhamento sinodal nas transições mais delicadas”.
Os especialistas que trabalharam esta questão, nos últimos meses, detalham que estes processos de mudança estrutural afetam as instituições que enfrentam a “diminuição das vocações” ou a inevitável “supressão de comunidades”.
A segunda parte do documento elaborado pelo Grupo de Estudo n.º 7 revê as visitas ‘ad limina’, encontro regular dos bispos com o Papa e organismos da Santa Sé, defendendo que a iniciativa não se pode ocupar “exclusivamente de questões relativas à administração interna”.
A comissão convida os responsáveis diocesanas a envolverem a comunidade católica na preparação destas visitas de “modo corresponsável, através de um discernimento eclesial”.
A deslocação ao Vaticano deve privilegiar a presença de quem colaborou nos trabalhos locais, considerando-se “desejável” que “uma representação diocesana acompanhe o bispo”.
O documento determina ainda que a Santa Sé constitua “periodicamente” uma “comissão eclesial independente para a avaliação de todo o processo”.
O Grupo de Estudo n.º 7 prossegue os seus trabalhos sobre o terceiro tema que lhe foi confiado – a função judicial do bispo.
Em comunicado de imprensa, o secretário-geral do Sínodo, cardeal Mario Grech, refere que “não há missão sem relações convertidas”, apontando como regra de funcionamento a capacidade de todos se escutarem e trocarem dons.
A nota esclarece que estes textos não representam decisões fechadas, cabendo aos serviços competentes traduzir as indicações em “propostas operacionais a submeter ao Santo Padre”.
Os dez grupos de reflexão foram instituídos pelo Papa Francisco em março de 2024 para aferir o nível de colaboração prática entre a Cúria Romana e a estrutura sinodal.
O Papa Leão XIV determinou a publicação dos documentos para partilhar o fruto do discernimento e concretizar a exigência de garantir a “transparência e a prestação de contas”.
(Com Ecclesia)