Milhares de pessoas prestaram homenagem a bispos de Díli

Foto: Conferência Episcopal Timorense

Milhares de pessoas participaram hoje numa Missa que precedeu o sepultamento na catedral de Díli de antigos prelados da diocese, incluindo os portugueses D. Jaime Garcia Goulart, D. José Joaquim Ribeiro e monsenhor Martinho da Costa Lopes.

“A consciência da morte não serve para nos trazer medo, mas chama-nos a fazer uma reflexão profunda sobre o significado da vida e a perguntarmo-nos: que valores estamos a usar nesta vida e que legado deixaremos quando já cá não estivermos?”, referiu o cardeal D. Virgílio do Carmo da Silva, na homilia da Eucaristia, que decorreu na Esplanada de Tasi-Tolu.

Os três responsáveis portugueses que lideraram a diocese entre 1941 e 1983 foram sepultados junto do antigo bispo D. Alberto Ricardo da Silva.

O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, leu durante a celebração uma mensagem de homenagem aos antigos líderes católicos, sublinhando que “o seu amor e sacrifício” são “alicerces” da Igreja e da pátria.

A celebração coincidiu com o segundo aniversário da missa presidida no mesmo local pelo Papa Francisco, durante a sua visita a Timor-Leste.

A trasladação dos restos mortais dos prelados contou com uma celebração em agosto, na Arquidiocese de Évora, presidida pelo núncio apostólico antes da partida definitiva de solo português. Nos Açores, a despedida dos restos mortais do bispo Açoriano D. Jaime Garcia Goulart, teve lugar na Igreja Matriz da Horta, no dia 8 de julho.

D. Jaime Goulart “não foi apenas o primeiro bispo de Dili, foi o arquiteto da Igreja timorense moderna”- Bispo de Angra

 

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