Papa desafia católicos a assumirem compromisso político contra a “resignação”

“Não são as guerras, mas sim a construção da paz e de equilíbrios justos que geram civilização”, diz Leão XIV

Foto: Vatican Media

O Papa apelou hoje à construção de “relações fraternas” que promovam a paz e rejeitam a “resignação” perante cenários de guerra.

“Não são as guerras, mas sim a construção da paz e de equilíbrios justos que geram civilização, com a participação ativa de todas as componentes sociais e culturais de uma sociedade aberta”, declarou, no Palácio Apostólico, durante uma audiência aos membros do novo ‘Centro de Estudos Internacional Papa Leão XIV’, iniciativa promovida pela Ordem Agostiniana.

O Papa alertou para a urgência de manter o pensamento crítico perante uma mudança de época onde prevalecem formas de “desconfiança e de resignação”.

“Sede peritos nas novidades de Deus: não as que ofuscam pela velocidade e eficiência, mas as que Ele opera silenciosamente”, exortou.

Leão XIV propôs um investimento na formação cívica orientada para a vida pública e política como instrumento de serviço ao bem comum.

“À custa de avançar em contracorrente, que a vossa missão de esperança consista em promover uma formação para a vida pública e política entendida como serviço ao bem comum”, declarou aos participantes no encontro.

O pontífice sublinhou que a reflexão de Santo Agostinho oferece os alicerces necessários para compreender o afeto como o princípio de renovação da vida económica e política.

“O amor liga para libertar, une para gerar, compromete para construir”, definiu.

Leão XIV recordou que a civilização nasce da “tecelagem da paz e de justos equilíbrios”, advertindo frontalmente que as guerras destroem o tecido de uma sociedade aberta.

O discurso valorizou a vocação de diálogo da nova estrutura com universidades e entidades estatais, lembrando que a Doutrina Social da Igreja exige a participação ativa dos leigos.

(Com Ecclesia)

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