II Encontro Diocesano de Juventude aprofunda construção da fraternidade no Pico

Hoje os jovens concluirão um manifesto que sustentará o seu compromisso no desenvolvimento das ações da pastoral juvenil diocesana

O segundo dia do II Encontro Diocesano de Juventude, que decorre no Pico, está a ser marcado pela reflexão e pelo trabalho em torno da construção da fraternidade, dando continuidade ao caminho iniciado no primeiro dia, dedicado ao tema “Quem caminha comigo”.

O encontro reúne jovens de 13 das 17 ouvidorias da Diocese de Angra, num programa que procura promover a partilha de experiências, a escuta e o discernimento conjunto sobre a vivência da fé e o compromisso dos jovens nas suas comunidades.

Segundo Gisela Batista, diretora do Serviço Diocesano à Juventude, o primeiro dia proporcionou uma “introspeção pessoal da estrada da vida”, mas também uma reflexão sobre o percurso das pessoas e das comunidades representadas no encontro. Os jovens tiveram ainda oportunidade de escutar testemunhos de pessoas exteriores aos grupos, que partilharam experiências de fraternidade e o significado de continuar a caminhar com Cristo.

Já este segundo dia é dedicado à questão “Como construímos esta fraternidade?”, procurando ajudar os participantes a ultrapassar uma visão do outro enquanto alguém distante e a desenvolver um olhar marcado pelo não julgamento, pela inclusão, aceitação e acolhimento.

Durante a manhã deste sábado, os jovens participaram numa dinâmica denominada “Peregrinação com quatro estações”, organizada em torno de quatro momentos de reflexão e ação: ver, escutar, servir e um quarto momento de síntese e aprofundamento. Em pequenos grupos, ou “aldeias”, os participantes foram convidados a trabalhar diferentes propostas, recorrendo à leitura de textos bíblicos, entre os quais a parábola do Bom Samaritano, bem como a documentos da Igreja, incluindo textos do Papa Francisco. A experiência pretende levar os jovens a refletir sobre a forma como podem concretizar a fraternidade nas suas comunidades, através da capacidade de ver e escutar o outro, do serviço e do acolhimento.

Gisela Batista destaca a intensidade das partilhas realizadas no primeiro dia, considerando que os testemunhos pessoais e das diferentes ouvidorias revelaram “um espírito de união e de fraternidade”. Essa dimensão tem continuado a marcar os trabalhos do segundo dia, com os jovens a reconhecerem a importância da escuta e a manifestarem a vontade de levar este espírito de união para as suas comunidades.

Durante esta tarde, o programa prossegue com o Laboratório da Fraternidade, organizado em quatro mesas de debate. Os participantes vão refletir sobre espiritualidade, comunidade e missão, ecologia integral e a preparação da Aldeia de 2027.

Nesta última área, será dada especial atenção à voz dos jovens, procurando recolher propostas e ideias sobre aquilo que não poderá faltar na próxima Aldeia para que todos se sintam acolhidos, integrados e participantes.

O encontro constitui também um espaço de preparação de um manifesto, que será concluído este sábado à noite, na última atividade do programa. O documento deverá refletir as propostas e conclusões resultantes do trabalho desenvolvido pelos jovens ao longo dos vários dias.

No encerramento do encontro serão ainda apresentadas as propostas de hino e logótipo da próxima Aldeia de 2027, que já foram avaliadas pelo júri. Está prevista uma votação cega pelos jovens, permitindo comparar a escolha dos participantes com a decisão do júri. O objetivo, explica Gisela Batista, é que o hino e o logótipo escolhidos tenham a validação de todos e sejam resultado do contributo coletivo.

O domingo será dedicado ao tema “Enviados a ser realmente humanos”, levando para além do encontro o desafio de viver a fraternidade e o compromisso cristão, nas diferentes ouvidorias e comunidades da Diocese.

II Encontro Diocesano de Jovens arrancou hoje no Pico

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