Administrador Diocesano desafia os açorianos a aderirem  “com liberdade e consciência” ao dom da paz

O cónego Hélder Fonseca Mendes fala numa Páscoa “única” para os jorgenses, que não dispensa a colaboração dos homens

O Administrador Diocesano de Angra desafia os jorgenses a viver a Páscoa com a mesma esperança que a ressurreição transporta e destaca que, nestes dias de incerteza, a confiança e a colaboração de todos é decisiva, afirma na mensagem de Páscoa intitulada “A paz esteja convosco”.

“Para os jorgenses, esta Páscoa será de facto única, pela incerteza e pela esperança, pelo medo e pela coragem, pelo dragão e pela Mulher do Apocalipse, pelo fogo e pelas cinzas, pela vigilância e pela atividade, pelo cuidado e pelo trato, pela fuga e pelo acolhimento, pelas dores da maternidade, como se a ilha estivesse para dar à luz, pela comunhão, participação e missão, pelo voluntariado e pelo profissionalismo, pela espera e pela prontidão”, escreve o cónego Hélder Fonseca Mendes.

“Os sinos da ilha de São Jorge só repicarão pela iminência do vulcão, enquanto nas outras ilhas repicarão porque o sepulcro rebentou e o Senhor ressuscitou” prossegue o sacerdote.

Na mensagem de Páscoa, o Administrador Diocesano desafia os açorianos a aderirem  “com liberdade e consciência” ao dom da paz.

“A festa que celebramos estes dias – a Páscoa do Ressuscitado, traz-nos o Espírito Santo e com Ele o dom da paz. É de facto o que hoje mais precisamos, como de pão para a boca” afirma.

“Cristo morreu e ressuscitou de uma vez para sempre e para todos, mas a força da Ressurreição, esta passagem da escravidão do mal à liberdade do bem, deve realizar-se em todos os tempos, nos espaços concretos da nossa existência, na vida de cada dia”, diz ainda.

” (A paz) É dom, mas não dispensa a adesão da liberdade e da consciência de cada um de nós”, esclareceu ainda o sacerdote lembrando que os cristãos devem aspirar ao bem, “às coisas do Alto”, tendo sempre a capacidade “de desconstruir muros, dar e receber o perdão”.

“Tudo o que somos e fazemos é visto a esta luz” prosseguiu lembrando a este propósito que “Os trabalhos sinodais preparatórios, que decorrem sobre comunhão, participação e missão, consistem em `fazer germinar sonhos, suscitar profecias e visões, fazer florescer a esperança, estimular confiança, enfaixar feridas, entrelaçar relações, ressuscitar uma aurora de esperança, aprender uns dos outros e criar um imaginário positivo que ilumine as mentes, aqueça os corações, restitua força às mãos´“.

A mensagem termina com um apelo: “Acolhamos a graça da Ressurreição de Cristo! Deixemo-nos renovar pela misericórdia de Deus, deixemos que a força do seu amor transforme a nossa vida, tornando-nos instrumentos da misericórdia, através dos quais Deus possa irrigar a terra, guardar a criação inteira e fazer florir a justiça e a paz”.

“A Jesus ressuscitado que transforma a morte em vida, peçamos para mudar o ódio em amor, a vingança em perdão, a guerra em paz”, conclui a mensagem.

 

 

 

 

 

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