Diocese de Angra inicia retiro do clero com novo modelo inspirado na sinodalidade

O primeiro turno começa no dia 19, em São miguel e na semana seguinte terá lugar o segundo turno, na ilha Terceira

Foto: Igreja Açores/CR (Arquivo)

O retiro anual do clero da Diocese de Angra arranca na próxima semana, em São Miguel, e terá um segundo turno na ilha Terceira, na última semana de janeiro. Haverá ainda um terceiro turno em São Jorge, depois da Páscoa. Esta edição marca o início de um novo ciclo pastoral que conduzirá a Diocese até 2034, ano em que se assinalam os 500 anos da sua criação.

Este ano, o retiro apresenta um formato distinto do habitual. Em vez de um único pregador, vários sacerdotes irão orientar as reflexões, num estilo mais partilhado e sinodal. Em cada turno participará ainda um leigo, convidado a expor aos presbíteros aquilo que a sociedade açoriana espera do padre no século XXI.

O programa inclui também uma intervenção sobre a carta pastoral do Papa Francisco no contexto dos 60 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, bem como testemunhos de padres de diferentes gerações. Haverá ainda momentos de conversação no Espírito, metodologia desenvolvida no atual caminho sinodal da Igreja.

Segundo o padre José Júlio, Vigário Episcopal para o Clero, há um forte desejo de fraternidade, sobretudo devido ao isolamento das ilhas mais pequenas, e de maior proximidade pastoral com os fiéis. A sinodalidade surge como uma prioridade, procurando superar a visão do padre como mero transmissor da mensagem para se afirmar como alguém que partilha a vida da comunidade.

Num contexto social fragmentado, o retiro pretende ser um espaço de reencontro, discernimento e reforço da identidade sacerdotal.

“A vocação é uma graça e um trabalho constante de conversão”, recorda o sacerdote, sublinhando que os padres “ainda têm muito a oferecer à sociedade e à Igreja açoriana”.

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