Flores reforçam preparação para o Batismo com nova equipa: formação, reorganização e desafios marcam ano pastoral

Entrevista ao ouvidor no programa de Rádio Igreja Açores deste domingo

Foto: Igreja Açores/AMPG

A ouvidoria da Ilha das Flores deu um passo decisivo no reforço da pastoral sacramental ao constituir a nova equipa do Centro de Preparação para o Batismo, composta por um casal e duas viúvas, cujo testemunho de vida e experiência pastoral irão apoiar as famílias que pedem o batismo para os seus filhos e adultos que queiram preparar-se para receber este sacramento. A novidade é dada pelo ouvidor das Flores, padre Júlio Alexandre Rocha, em entrevista ao programa Igreja Açores, que será transmitido este domingo na Antena 1 Açores e no Rádio Clube de Angra.

Segundo o sacerdote, este grupo terá um papel essencial não apenas na preparação imediata para o sacramento, mas também na promoção de um acompanhamento mais continuado, tal como proposto pela Carta Pastoral “Batizados na Esperança” do Bispo de Angra. A receção do documento, refere o padre Júlio Alexandre Rocha, foi positiva e despertou nas comunidades uma maior consciência da identidade cristã e da centralidade do batismo, temas que serão aprofundados na Escola de Formação “Raízes de Esperança” ao longo do ano.

Além das catequeses temáticas sugeridas pela Diocese, a Escola de Formação  da Ouvidoria irá incluir ações dirigidas aos Conselhos para os Assuntos Económicos, numa altura em que a ouvidoria enfrenta o complexo processo de reorganização financeira das 11 paróquias. Este tem sido, reconhece o ouvidor, um dos pontos mais difíceis de implementar, devido a exigências burocráticas e atualizações administrativas.

A Ilha das Flores, que foi a primeira da Diocese a receber a visita pastoral em outubro de 2024, está ainda a ultimar a proposta de novos estatutos da ouvidoria, adaptados às especificidades locais e já enviados para aprovação diocesana. O Conselho Pastoral, único existente na ilha devido à dimensão e dispersão das comunidades, tem acompanhado estes processos e sugerido medidas adicionais.

A falta de sacerdotes voltou a sentir-se este ano, obrigando à realização de celebrações da palavra conduzidas por leigos em quatro paróquias, experiência que foi bem acolhida e que reforça a urgência de investir na formação e capacitação do laicado.

Para o ano pastoral em curso — o primeiro do triénio que conduzirá ao horizonte de 2034 — o maior desafio continua a ser envolver mais pessoas e evitar a sobrecarga dos mesmos leigos que sustentam grande parte da atividade pastoral. Nesse sentido, está já aprovada a possibilidade de convidar o Caminho Neocatecumenal a desenvolver iniciativas na ilha, incluindo uma peregrinação de jovens no verão, que permitirá avaliar a eventual implantação do movimento.

Apesar dos desafios próprios da insularidade, o Padre Júlio Alexandre Rocha afirma sentir-se plenamente integrado: “Se estou onde Deus quer que esteja, estou no lugar certo — para mim e para as pessoas.”

Entre os desejos que gostaria de concretizar antes de sair, destaca a consolidação de movimentos que dinamizem a vida cristã e a estabilização da presença sacerdotal na ilha.

A entrevista pode ser ouvida na íntegra este domingo, depois do meio dia no Rádio Clube de Angra e na Antena 1 Açores e em podcast nas redes Itunes e Spotify.

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