Novos órgãos sociais  da Fundação Pia Diocesana Nossa Senhora das Mercês tomaram posse esta quinta-feira

Cerimónia decorreu no centro Pastoral Pio XII, em Ponta Delgada

Foto: Fundação Pia Diocesana de Nossa Senhora das Mercês/IA

Os novos corpos sociais da  Fundação Pia Diocesana “Obra de Socorro de Nossa Senhora das Mercês” tomaram posse esta quinta-feira, numa cerimónia realizada no Centro Pastoral XII, em Ponta Delgada, presidida pelo Bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues.

Na cerimónia de tomada de posse,  o prelado diocesano agradeceu aos membros cessantes “o trabalho e dedicação” prestados ao longo do mandato, deixando palavras de incentivo aos novos responsáveis.

Sublinhou a importância de continuar a missão cristã de serviço e proximidade: “Tal como Cristo veio para cumprir as obras do Pai, também nós somos chamados a continuar as obras de Jesus, obras de amor, caridade e serviço desinteressado”, afirmou, acrescentando que “cada gesto de dedicação se torna testemunho dos valores e princípios que orientam a vida cristã nas comunidades”.

A direção continua a ser liderada por António Pedro Costa que na ocasião recordou as origens da Obra, que remontam a 1949, quando a jovem professora Maria Francisca de Vasconcelos, natural de São Vicente Ferreira e então colocada na Escola Feminina das Calhetas, concebeu o ideal de criar uma estrutura que desse continuidade à ação educativa e acolhesse os mais vulneráveis da comunidade.

Esse ideal encontrou apoio decisivo do casal António e Leonor Frazão, cujo espírito cristão permitiu o desenvolvimento de iniciativas de forte impacto social, como o clube juvenil, a valência de apoio a idosos e a distribuição diária de refeições às crianças das Calhetas, inicialmente preparada na garagem da residência do casal, onde mais tarde viria a ser erguido o Convento. Ali começou a tomar forma a Obra de Socorro de Nossa Senhora das Mercês.

O presidente recordou ainda que, em 1951, o casal Frazão edificou uma ermida dedicada a Nossa Senhora das Mercês e que, em 1953, foi inaugurado por D. Guilherme Augusto Inácio de Cunha Guimarães o edifício conhecido como Casa Amarela, onde funcionaram cursos profissionais que marcaram gerações. Pelo testamento do casal Frazão, várias propriedades foram doadas à Diocese, destinadas à continuidade da Obra sob responsabilidade de uma ordem religiosa, tendo sido escolhida a Ordem das Clarissas.

António Pedro Costa destacou que, ao longo de meio século, a Fundação tem procurado cumprir rigorosamente os seus estatutos e a vontade dos fundadores, adaptando-se às mudanças sociais e mantendo a sua ação através da gestão responsável do património, do apoio social a famílias carenciadas das Calhetas, da preservação do Convento de Nossa Senhora das Mercês e do acompanhamento da missão das Irmãs da Caridade, em Rabo de Peixe.

Entre as prioridades atuais, referiu está a necessidade de atualização da avaliação patrimonial, a resolução dos litígios em curso e a edição de um livro histórico dedicado ao casal Frazão, que assinalará o cinquentenário da instituição. Expressou também confiança na recuperação da Casa Amarela, em articulação com a Junta de Freguesia das Calhetas, esperando que o edifício venha a servir idosos, jovens e crianças, concretizando o sonho do casal Medeiros Frazão.

Integram a direção desta Fundação Manuel Melo Moniz, como vice-presidente, Maria de Fátima Pacheco Pereira, como secretária, João Félix Lourenço Silveira Cordeiro, como tesoureiro, e Lourdes da Conceição Arruda Costa Araújo da Ponte, como vogal, contando ainda com os suplentes Ricardo Manuel Pereira Esperanço e Catarina de Fátima Almeida Miranda. Tomou igualmente posse o Conselho Fiscal, constituído por Ana Homem Gouveia, presidente, Tomás Sousa Ferreira e Rogério Paulo Ferreira Massa como vogais, tendo como suplentes Mariana Amaral Gouveia e Manuel Martins Ledo.

A Fundação Pia Diocesana foi criada em 22 de outubro de 1975 por D. Aurélio Granada Escudeiro.

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