Sé de Angra assinala 11 anos do restabelecimento do Cabido

Celebração tem lugar às 18h00 desta quarta-feira

A Sé de Angra assinala esta quarta-feira, às 18h00, o 11.º aniversário do restabelecimento do Cabido Catedralício.

O Cabido foi restabelecido a 11 de fevereiro de 2015, com a tomada de posse de 13 cónegos nomeados segundo os estatutos promulgados pelo então bispo de Angra, D. António Sousa Braga, pondo fim a um intervalo de 15 anos sem nomeações.

Durante esse período, o prelado diocesano promoveu a revisão do enquadramento estatutário, permitindo, entre outros aspetos, a designação de cónegos capitulares residentes fora da ilha Terceira.

Com os novos estatutos, o Cabido, cuja missão era sobretudo litúrgica, passou também a assumir a função de Conselho de Ordens e Ministérios e reforçou o seu papel como órgão de consulta do bispo diocesano nas matérias em que este entenda ouvir os seus membros, mantendo-se em funções o Colégio de Consultores.

No decreto episcopal que determinou o restabelecimento, D. António Sousa Braga justificou a alteração com a “necessidade de o adaptar às circunstâncias atuais”, considerando “conveniente restabelecer um número razoável de membros do Cabido”, com as funções previstas no direito canónico.

Na conferência inaugural de um ciclo de conferências, associado à exposição “O Cabido Atlântico de Angra: fronteira da expansão da fé e da Coroa”, promovido pela Biblioteca Pública de Angra e Arquivo Luís Silva Ribeiro para assinalar os 490 anos do Cabido, D. Armando Esteves Domingues incentivou  o Cabido da Sé a “alimentar a comunhão” no seio do presbitério e a “encontrar respostas” para a urgência evangelizadora no mundo de hoje, onde existe “muito campo para a missão”, que é sobretudo “preservar o património espiritual que nos faz ser diocese viva e com uma história”.

“Um Cabido não é conservador ou progressista. Não é de ontem ou de amanhã. É de hoje, o hoje da Igreja de Cristo, que nos continua a garantir a assistência do Espírito Santo nos caminhos a seguir” afirmou o prelado.

“O Cabido continuará a caminhar em unidade com a Igreja Local e Universal, a alimentar a comunhão no seio do presbitério e a encontrar respostas para a urgência evangelizadora no mundo de hoje”, disse ainda destacando que a história do Cabido e da Diocese correm lado a lado.

“Falar do Cabido da Catedral é falar de uma instituição com a mesma idade da diocese, que esteve em cada curva do seu percurso, sempre seguro na unidade com os diversos Papas, atenta e interventiva nas crises e mudanças da Igreja, mas também políticas do país, seja da Coroa, seja da República, seja da Região, agora Autónoma”, afirmou então, no dia 2 de abril de 2025.

O anúncio da restauração do Cabido foi feito a 3 de novembro de 2014, durante a celebração dos 480 anos da criação da Diocese de Angra, instituída pela bula Equum Reputamus, assinada pelo Papa Paulo III em 1534.

“Um Cabido não é conservador ou progressista. Não é de ontem ou de amanhã. É de hoje, o hoje da Igreja de Cristo”- Bispo de Angra

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