Por Carmo Rodeia

Terminámos este domingo a Semana da Diocese e começámos no mesmo dia a Semana dos Seminários. Pelo meio ficaram as Jornadas diocesanas de Comunicação Social intituladas “Os media e a Evangelização”.

O que é que duas coisas têm a ver com a outra? A comunicação que atravessa toda a pastoral.

O Serviço Diocesano da Pastoral das Comunicações Sociais numa parceria com a Ouvidoria de Vila Franca do Campo, onde se publica um dos dois semanários de inspiração cristã existentes na região- A Crença, que está a assinalar o seu centenário, promoveu este encontro.

As jornadas tiveram o condão de serem francas, porque os oradores além da enorme generosidade demonstrada, foram suficientemente assertivos e conclusivos nas suas propostas.

Sem querer antecipar a conclusão das jornadas, até porque está a ser equacionada a publicação das comunicações e portanto cada um tirará as suas ilações, mas arriscando uma espécie de síntese, diria que é unanimemente aceite que a Igreja precisa de comunicar; que esta comunicação faz-se melhor e de forma mais ampla através da comunicação social e, por isso, a igreja deve possuir os seus próprios órgãos de comunicação social, que devem primar entre outros pela competência, rigor, isenção e pluralismo.

Dirão a esta altura alguns que esses são os pressupostos do jornalismo. Por isso em que é que difere um órgão dito de inspiração cristã de outro órgão de informação generalista?

Desde logo varia nos conteúdos, mas varia, essencialmente, na abordagem aos conteúdos, que deve partir de um leitura cristã do mundo, de olhos postos no Evangelho. Tão importante como isso é saber o que se quer comunicar. E depois se decida como se quer comunicar.

A vida é feita de conflitos e de consensos. Em ambos os casos o caminho passa sempre por um opção, por uma escolha, que tem um custo que pode ser de qualquer espécie. Financeiro ou não. Às vezes os financeiros são os menos importantes, embora sejam poucos os que criam um projeto para dar sistematicamente prejuízo. Mas, não faltam exemplos, até mesmo na Comunicação Social generalista, cá e no continente.

Independentemente da natureza do custo, o que é preciso garantir sempre, para uma avaliação séria, é que ele não seja visto isoladamente, e possa ser medido na relação com o beneficio.

Historicamente a imprensa cristã nunca foi uma indústria de massas nem de elites, nem o poderia ser. Mas no presente, com tantos desafios tecnológicos e tanta competitividade, também não pode ser de minorias e muito menos desqualificada.

Competência e rigor são duas palavras que rimam bem com responsabilidade e ética e são valores que devem nortear qualquer projeto de comunicação social da igreja.

Justamente porque a concorrência é grande, porque hoje os clientes dos media de inspiração cristã querem mais do que aquilo que lhes dão os generalistas, porque o público cristão está mais exigente, é necessário apostar na qualidade e na competência, critérios que dificilmente serão garantidos sem esforço.

A Igreja tem de estar onde estão as pessoas. E as pessoas estão maioritariamente na rede social. Mas também estão na rua, onde se vendem jornais, no carro onde se ouve rádio e em casa onde se vê televisão. Pode parecer simplista mas é uma evidência que às vezes por ser tão básica nos esquecemos.

É aí que a igreja tem que estar com gente competente e com gente que saiba como funciona realmente cada um desses suportes, e adaptar a sua linguagem a cada um deles.

Isto tem um custo. Humano, desde logo. Um jornal, um Sítio , uma rádio ou uma televisão cristãs precisam de gente com habilitações e competências, tal como os outros media. Isso tem um custo, que pode ser sustentado mas não deixa de ser um custo. Queiramos nós paga-lo… em nome do mais elementar dever: espalhar o Evangelho.

de estar onde estão as pessoas. E as pessoas estão maioritariamente na rede social. Mas também estão na rua, onde se vendem jornais, no carro onde se ouve rádio e em casa onde se vê televisão. Pode parecer simplista mas é uma evidência que às vezes por ser tão básica nos esquecemos.

É aí que a igreja tem que estar com gente competente e com gente que saiba como funciona realmente cada um desses suportes, e adaptar a sua linguagem a cada um deles.

Isto tem um custo. Humano, desde logo. Um jornal, um Sítio , uma rádio ou uma televisão cristãs precisam de gente com habilitações e competências, tal como os outros media. Isso tem um custo, que pode ser sustentado mas não deixa de ser um custo. Queiramos nós paga-lo, pelo menos no principio… em nome do mais elementar dever: espalhar o Evangelho.