D. António de Sousa Braga participa nas comemorações jubilares dos 500 anos da criação da Diocese do Funchal.

A Igreja deve estar preparada para sair “em chave missionária” e desenvolver uma pastoral de proximidade, disse esta tarde o Bispo de Angra durante a homilia que realizou no Machico, ilha da Madeira, no âmbito das comemorações dos 500 anos da criação da Diocese do Funchal.

 

 

Inspirado no Evangelho, D. António de Sousa Braga, evocou a figura do sétimo Bispo do Funchal, D. Luís de Figueiredo, seu conterrâneo da ilha açoriana de Santa Maria, para sublinhar a importância do espírito missionário que a igreja deve adotar, aproximando-se das pessoas.

 

 

“D. Luís Figueiredo foi um pastor convicto e coerente, na aplicação dessa exigência pastoral. Foi o primeiro a ter residência permanente e prolongada na sede” e “desenvolveu um estilo da proximidade, da residência, da frequente e metódica Visita Pastoral, da praxe sinodal, como garantia de uma pastoral de conjunto” destacou o prelado de Angra, que no principio fazia parte da Diocese do Funchal.

 

 

D. António de Sousa Braga afirmou, ainda, que se tratou de uma pessoa “pastoralmente rica e inspiradora”, representando um “novo estilo de pastor esboçado e consagrado pela reforma do Concílio de Trento, que não foi apenas doutrinal, mas também e, sobretudo, pastoral”.

 

 

O Bispo de Angra, que participa em todas as celebrações que assinalam os 500 anos da Diocese do Funchal, onde estudou no Colégio da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, entre 1955 e 1960 (os cinco primeiros anos da sua formação religiosa) disse, ainda, que este é o espirito da “cultura do encontro” proposta pelo Papa Francisco, desenvolvida  “a partir de uma conversão pastoral em chave missionária” que “abandone uma pastoral de mera conservação” e “que vá ao encontro das pessoas, na sua situação concreta de vida”.

 

 

No programa das Comemorações dos 500 Anos da Criação da Diocese do Funchal, Machico foi o cenário escolhido para a Concelebração Eucarística de hoje.

 

 

Machico, onde se iniciou o povoamento da Ilha que depois deu lugar à criação das diversas comunidades eclesiais, que constituiriam a primeira Diocese da Era dos Descobrimentos, de que os Açores, inicialmente, também fizeram parte (1514-1534).

 

 

“Como Bispo de Angra nos Açores, tenho muita alegria, em participar, nestas comemorações. Tanto mais que devo muito à Madeira, na minha caminhada de fé e de consagração na Vida Religiosa”, sublinhou o responsável pela igreja nos Açores.

 

 

“Comemoramos, isto é fazemos memória do povoamento da Madeira, feito por gente de fé cristã e a memória torna-se, assim, reencontro com um passado cristão, para consolidar o presente e projetar o futuro”, disse D. António de Sousa Braga.

 

 

“Evocar a criação de uma Diocese  é celebrar a pujança da fé, de que essa estrutura eclesial é expressão e se torna força do futuro; é considerar o significado e importância das estruturas, que canalizam e fortalecem o carisma e a profecia; é evocar também as figuras que encarnaram e estruturaram esse carisma e vida, nomeadamente os pastores e os Bispos, que garantiram a comunhão eclesial, animaram a vida das comunidades cristãs e coordenaram as forças ao serviço destas”.

As comemorações jubilares prolongam-se até domingo. Amanhã realiza-se uma missa solene na Sé do Funchal, presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.