Este ano, D. João Lavrador estará em Angra, na Catedral de onde será transmitida a Missa do Galo pela RTP Açores

D. João Lavrador vai presidir às principais celebrações de Natal na Sé, em Angra do Heroísmo. Embora a Sé seja por definição a sede do Bispo, o prelado tem procurado descentralizar a sua presença nestas celebrações alternando a celebração na Catedral com a celebração em Ponta Delgada, na Igreja Matriz de São Sebastião e também na Horta, na Igreja Matriz de São salvador

Em declarações ao sitio Igreja Açores, o bispo de Angra disse esperar que “seja possível realizar todas as celebrações, embora com as normas vigentes para evitar contágios”.

Esta tem sido uma preocupação permanente da Igreja, em particular na diocese de Angra, onde todas as celebrações contam apenas com um terço da ocupação habitual dos espaços para garantir o cumprimento de todas as regras sanitárias em vigor neste contexto de pandemia, nomeadamente a distância física, a higienização das mãos e o uso obrigatório de máscara.

“Não haverá normas gerais para toda a diocese, como não há para todo o país, dado que cada concelho, ilha ou freguesia estão em situação diferente” afirma o prelado que insiste na responsabilidade individual de cada cristão se proteger a si e aos outros.

“Cada pároco e cada Ouvidoria verá as condições para celebrar “ acrescentou ainda lembrando que têm de ser mantidas todas as normas de segurança em vigor.

A Missa que assinala o nascimento de Jesus, designada de Missa do Galo, terá transmissão em direto na RTP Açores, tal como a mensagem do bispo de Angra para o Natal que será exibida no dia 25 de dezembro imediatamente a seguir ao Telejornal.

Entretanto, na sequência da reunião do Conselho Permanente, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) congratula-se pela possibilidade de celebrar em família e nas igrejas, também na Noite de Natal.

“Congratulamo-nos porque as orientações anunciadas nos permitem celebrar em assembleia não apenas nas manhãs dos dias de Natal, do Domingo da Sagrada Família (27 de dezembro) e da Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus (1 de janeiro), mas também na véspera desses dias festivos e na tarde dos dias de Natal e de Ano Novo”, afirma a nota do Conselho Permanente da CEP.

No documento, divulgado na tarde desta quarta-feira, após a conferência de imprensa do secretário e porta-voz da CEP, os bispos lembram as orientações das autoridades civis e sanitárias que permitem “às famílias algum reencontro e celebração comum das próximas festas do Natal”.

“Fazemos nossa a recomendação que as acompanha: que a alegria da festa e dos encontros familiares seja acompanhada de todas as cautelas, de modo que às festividades não suceda nova vaga de contágios com os consequentes sofrimentos e lutos”, sublinham.

Em declarações aos jornalistas, após a reunião do Conselho Permanente, o padre Manuel Barbosa lembrou que no dia 18 de dezembro “o Governo vai reavaliar a situação” e espera “que não haja um apertar de restrições”.

“A situação dirá e cá estaremos para seguir o que é para o bem de todos”, acrescentou.

No documento, o Conselho Permanente da CEP pede aos sacerdotes para “proporcionarem aos fiéis ocasiões ampliadas de participação na Liturgia festiva desta quadra”, mantendo “todos os cuidados”, no seguimento das indicações do episcopado de 8 de maio último.

“Coerentemente, abstenham-se da prática tradicional de dar a imagem do Menino a beijar, substituindo esse gesto de veneração afetuosa por qualquer outro que não implique contacto físico e previna aglomerações”, lembra o documento.

A nota do Conselho Permanente da CEP lembra a possibilidade de “santificar estes dias pela oração e pela caridade” para as pessoas que enquadram “nas chamadas ‘situações de risco’ e a quantos estão de facto impedidos de participar presencialmente na Eucaristia”.

“Exortamos todas as famílias cristãs a avivarem a consciência da principal razão de ser destes seus encontros e convívios – o nascimento de Jesus, que introduz a humanidade na Família do próprio Deus, realizando na terra a fraternidade e a paz – e os enriqueçam com algum momento de oração em redor da mesa ou junto ao presépio e, se possível, com a participação conjunta na Eucaristia festiva das suas comunidades”,  conclui o documento.

(Com Ecclesia)