Coleta para a Terra Santa pede apoio urgente perante cenário de guerra

Foto: Lusa/EPA

O Dicastério para as Igrejas Orientais (santa Sé) publicou hoje o apelo anual da Coleta para a Terra Santa, solicitando a solidariedade dos católicos perante o cenário de guerra no Médio Oriente.

“Embora os meios de comunicação falem muito menos do que antes, as armas continuam a disparar, as pessoas a morrer, as terras a serem disputadas e os cristãos a emigrar para salvar a própria vida”, refere uma carta assinada pelo prefeito do Dicastério, o cardeal Claudio Gugerotti, dirigida aos bispos de todo o mundo.

O texto aborda o impacto económico dos conflitos armados nas comunidades cristãs, causado pelo clima de insegurança e pelo afastamento dos visitantes.

“Perderam tudo, incluindo o trabalho que lhes vinha do serviço aos peregrinos”, adverte o colaborador do Papa.

O apelo evoca as orientações do Papa Leão XIV sobre o direito das populações locais permanecerem nas suas terras em segurança, definindo a ajuda global como um fator decisivo para travar o abandono da região.

“Uma gota no oceano, mas um oceano que perde gotas está a tornar-se um deserto”, pode ler-se.

A recolha financeira, que acontece tradicionalmente na Sexta-feira Santa (3 de abril, em 2026), destina a maior parte das receitas à Custódia Franciscana da Terra Santa e a restante parcela ao Dicastério para as Igrejas Orientais.

Os fundos financiam projetos em territórios como Israel, Palestina, Jordânia, Síria, Líbano e Egito, com o duplo propósito de conservar as áreas arqueológicas e apoiar as minorias cristãs locais.

O relatório do biénio atesta a canalização dos apoios para ações de emergência, incluindo a distribuição de alimentos e medicamentos em Gaza e a adaptação de espaços de acolhimento para deslocados no Líbano.

As verbas sustentam bolsas de estudo universitárias, a manutenção das Escolas da Terra Santa e habitações sociais com rendas simbólicas nas cidades de Jerusalém e Belém.

documento detalha a apelicação dos fundos na manutenção das estruturas sociais e educativas da região.

“Se a sua segurança não puder ser garantida, pelo menos as suas escolas poderão voltar a funcionar, algumas casas novas poderão ser construídas e alguns cuidados poderão ser assegurados”, aponta o Vaticano.

(Com Ecclesia e Vatican news)

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