Atividade decorreu nas instalações do Novo Rumo, que acolhe homens em situação de sem abrigo

Partindo da convicção de que um coração verdadeiramente desperto é aquele que se aproxima, o Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC) da Diocese de Angra promoveu, no passado dia 20 de fevereiro, a iniciativa “Coração Desperto, Inclusão Mais Perto”, na ilha Terceira. A ação, organizada pela Escola de Dirigentes, decorreu em parceria com a Novo Rumo, valência da Confederação Operária Terceirense.
Segundo uma nota enviada ao Sítio Igreja Açores, mais do que uma atividade prevista no plano pastoral, o momento concretizou a chamada “filosofia do encontro”: sair de si, escutar o outro, reconhecer a sua dignidade e criar laços onde antes poderia existir distância. Ao reunir cursilhistas e utentes da instituição – homens em situação de exclusão social e sem-abrigo a quem se tenta proporcionar acompanhamento, dignidade e oportunidades concretas de reintegração social- a iniciativa tornou visível que a inclusão começa na disposição interior de cada pessoa.
O momento inicial foi marcado por uma reflexão orientada pelo Assistente Espiritual Diocesano do MCC, cónego Hélder Miranda Alexandre, a partir do Evangelho das tentações de Jesus no deserto. A mensagem sublinhou que também hoje existem tentações que afastam: a indiferença, o preconceito e o comodismo.
“Despertar o coração significa, assim, optar conscientemente pela proximidade, pela compaixão e pelo compromisso com o irmão mais vulnerável” refere a nota que salienta o facto de cada um de nós se confrontar com desafios, fragilidades e provações ao longo da vida.

Seguiu-se a apresentação do projeto Novo Rumo, que evidenciou o trabalho diário de acompanhamento, escuta e reintegração social desenvolvido pela instituição. Num segundo momento, a dinâmica de partilha – baseada na reflexão pessoal a partir de frases distribuídas aleatoriamente – favoreceu um ambiente de confiança e comunhão, onde cada palavra foi ponte e cada silêncio, espaço de acolhimento. Num segundo momento, foi dinamizada uma atividade participativa, com a distribuição aleatória de pequenas frases pelos presentes. Cada participante foi convidado a partilhar uma breve reflexão a partir da mensagem recebida. Segundo a nota, e exercício revelou-se enriquecedor, promovendo escuta ativa, partilha sincera e um ambiente de verdadeira comunhão humana.
O encontro terminou em convívio fraterno, selado pela partilha de iguarias confecionadas na própria casa.
