Sessão de abertura do Ano Pastoral 2026-2027 realiza-se a 25 de setembro, às 20h00, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça

A Diocese de Angra realiza, no próximo dia 25 de setembro, pelas 20h00, no Auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional João José da Graça, na Horta, a sessão de abertura do Ano Pastoral 2026-2027.
A iniciativa assinala o início de um novo ano na caminhada pastoral da Diocese e pretende apresentar e lançar, junto das comunidades, os principais desafios e propostas para este período, num caminho de renovação que tem como horizonte o V Centenário da Diocese de Angra, em 2034.
Além do bispo de Angra, estarão presentes o ouvidor eclesiástico da Horta, padre Marco Martinho e o diretor do Serviço de Coordenação Pastoral, padre Jacob Vasconcelos. No final da sessão haverá um apontamento musical com o grupo Stella Maris.
Um novo ano pastoral para “chegar à outra margem”
O Ano Pastoral 2026-2027 é proposto pela Diocese de Angra sob o título “Como chegar à outra margem?”, dando continuidade ao itinerário de renovação que a Igreja Diocesana está a realizar tendo como horizonte o ano de 2034, quando serão assinalados os 500 anos da fundação da Diocese. Trata-se do segundo ano do primeiro triénio desta caminhada.
Depois de um primeiro ano marcado pela reflexão interna e pela renovação das estruturas de corresponsabilidade, sob o lema “Cristão, que dizes de ti mesmo?”, a nova etapa procura deslocar o foco para a missão e para o encontro com aqueles que se encontram “na outra margem”.
O desafio colocado às comunidades é, por isso, o de olhar para fora dos muros, construir pontes e criar condições para o encontro com pessoas e realidades que, por diferentes razões, se encontram afastadas ou fragilizadas na sua relação com a Igreja, pode ler-se no Projeto Pastoral para 2026/2027.
Como sublinha o Bispo de Angra, “passar à outra margem” não constitui apenas uma transição física, mas uma expressão da própria missão da Igreja: sair ao encontro do mundo contemporâneo, arriscar o encontro com o outro e reconhecer que existem pessoas e realidades que necessitam de ser escutadas, acolhidas e acompanhadas.
Conversão, acolhimento e missão
O novo ano pastoral estrutura-se em torno de três grandes eixos: conversão, acolhimento e missão.
A conversão é entendida como uma dimensão permanente da vida cristã e também da própria vida comunitária. A proposta passa pelo reforço de experiências de primeiro anúncio e de espiritualidade já existentes na Diocese, bem como pelo acompanhamento de jovens e pelo desenvolvimento de iniciativas que permitam prolongar experiências como a Jornada Mundial da Juventude ou a Aldeia da Esperança.
O acolhimento constitui o segundo eixo. A intenção é reforçar os laços dentro das próprias comunidades e fazer dos espaços e momentos de encontro — incluindo os momentos de convivência antes ou depois das celebrações, as festas paroquiais, festas do Espírito Santo e romarias — oportunidades concretas para aproximar pessoas, integrar famílias e acolher migrantes.
A missão, por sua vez, pretende levar a Igreja ao encontro daqueles que não estão próximos das comunidades. Entre as propostas está a criação de equipas de leigos voluntários para uma pastoral do “bater à porta”, capazes de promover uma presença cristã mais efetiva nos diferentes ambientes da sociedade: família, trabalho, instituições, meio académico e outros espaços da vida social.
Uma das características deste novo ano é a opção por não criar novas estruturas, mas privilegiar a concretização de ações consideradas prioritárias para a vida das comunidades. As propostas resultam do discernimento realizado ao longo do último ano, das avaliações das comunidades e dos contributos provenientes do Conselho Pastoral Diocesano, das Ouvidorias, Serviços e Movimentos.
A intenção é que cada comunidade possa adaptar estas propostas às suas próprias condições, necessidades, recursos e potencialidades, evitando uma multiplicação de estruturas e procurando, antes, revitalizar aquilo que já existe.
Neste sentido, o novo ano pastoral é apresentado como um tempo para transformar o discernimento em ação, dando consequências concretas ao caminho de renovação iniciado pela Diocese.
A atenção aos mais frágeis assume igualmente um lugar importante neste caminho. A Diocese propõe um olhar renovado sobre as situações de pobreza e vulnerabilidade existentes nos Açores, valorizando a presença histórica da Igreja nas áreas da educação, saúde, ação social e promoção cultural e apontando para a necessidade de conhecer melhor a realidade antes de definir respostas, através do método “ver, julgar e agir”.
A sessão de abertura na Horta integra ainda uma celebração eucarística na Ribeirinha, a única paróquia açoriana que ainda não tem uma igreja própria, que será presidida pelo bispo de Angra, no domingo dia 27 de setembro, às 16h30.
A Igreja da Ribeirinha foi uma das igrejas destruídas pelo sismo de 9 de julho de1998 na ilha do Faial, e até agora ainda não foi reconstruída.
Esta igreja, de resto, carrega uma história marcada por grandes sismos: o templo original (anterior a 1666) foi totalmente arrasado pelo terramoto de 1926, sendo posteriormente reconstruído e reinaugurado em 1934. Décadas mais tarde, o violento sismo de 9 de julho de 1998 voltou a destruir o edifício, deixando-o em ruínas até aos dias de hoje. Como esta foi a última das quatro igrejas faialenses afetadas pelo abalo a ser reposta, está planeada a construção de um novo templo no loteamento das Canadinhas, com um projeto orçado em cerca de 700 mil euros.
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