Encerramento do Jubileu da Esperança reuniu comunidade da Ouvidoria na Matriz da Ribeira Grande

Celebração reuniu todo o clero da Ouvidoria numa celebração participada por inúmeros fiéis representantes de movimentos e serviços

Foto: ouvidoria da Ribeira Grande

A ouvidoria da Ribeira Grande celebrou o encerramento do Jubileu da Esperança numa iniciativa muito participada pelo clero e pelos fieis, em representação de todas as paróquias.

A Eucaristia contou com a participação do coro da Ouvidoria da Ribeira Grande, que abrilhantou a celebração e contribuiu para o clima de oração e ação de graças que marcou este momento significativo da vida pastoral nesta ouvidoria da costa norte da ilha de São Miguel.

Na sua homilia, o ouvidor, padre Carlos Simas, sublinhou o sentido profundo deste tempo jubilar, afirmando que  ao encerrar o jubileu”, “não se pode encerrar a esperança”, mesmo reconhecendo as dificuldades deste caminho conjunto feito de forma tão clara durante o Ano Santo.

O padre Carlos Simas advertiu que a esperança pode, por vezes, cansar o coração, sobretudo em momentos de cansaço, de espera prolongada ou de oração sem resposta”. Contudo, reforçou que a esperança cristã é diferente, pois não está assente nas promessas humanas… a esperança não nasce do que conseguimos fazer, mas do que Deus já fez pelos homens”.

Com uma mensagem de confiança e fé, afirmou ainda que “o mal nunca triunfará, nem o sofrimento terá a última palavra”, deixando um apelo concreto à comunidade para que “se abandonem as esperanças efémeras, para abandonar o egoísmo e o medo”.

Ao longo deste percurso, recordou, os fiéis foram convidados “a levantar os olhos, a alargar o coração e a redescobrir aquilo que nos mantém de pé”.

O ouvidor destacou ainda que a esperança cristã nasce da escuta atenta da Palavra de Deus: A esperança começa quando escutamos a Palavra de Deus, que nos ajuda a compreender que a esperança não é um sentimento, mas uma escolha”. Nesse sentido, alertou para a necessidade de uma vida coerente, enraizada na justiça e na verdade, lembrando que “não há esperança efetiva sem uma vida enraizada na justiça e na verdade. Quando a mentira e a soberba avançam, a esperança apaga-se como uma lâmpada sem óleo”.

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