10 casais participaram no primeiro encontro do movimento que se realizou em Ponta Delgada

O primeiro “fruto” do Fim de Semana (FDS) que o Movimento Encontro Matrimonial promove anualmente na Diocese de Angra, e que terminou este domingo, foi a celebração de um matrimónio no final do encontro. Um, casal já casado civilmente e com filhos, resolveu selar a sua união com o sacramento do matrimónio.

A cerimónia decorreu de forma privada na capela do Centro Missionário, apenas com a família.

Desde sexta feira, este e mais nove casais , e dois sacerdotes, estiveram reunidos em nome de “um encontro”, orientado por uma equipa de três casais católicos e um sacerdote , que partilharam 14 temas de reflexão.

Os participantes tiveram a  “oportunidade” de se “olharem individualmente e em casal” e de avaliarem a sua relação e a sua relação com os outros.

“O trabalho não é nosso. Nós damos orientações e os casais é que têm de fazer o seu trabalho, por isso não sabemos ao certo quais são os frutos deste encontro. Agora está tudo muito feliz mas a relação concreta de cada um, só cada casal é que sabe”, disse ao Sítio Igreja Açores Cristina Ribeiro que juntamente com o marido José, forma a equipa que orientou o Fim de Semana.

“Cada casal, tal como o sacerdote, vão contando experiências da sua vida, do seu dia a dia, da forma mais concreta possível dentro dos temas que estão a ser tratados e é com base nessa partilha, que é feita só entre casal, ou individualmente pelo sacerdote, que se vai construindo a sua relação, de sexta feira até domingo”, ressalva José Ribeiro, lembrando que “este relacionamento vai-se aprofundando e a maneira como se fala no inicio do fim de semana é muitas vezes diferente da forma como se fala no final” porque a relação “geralmente vai crescendo”.

O FDS é o primeiro momento de contacto dos casais com o Movimento Encontro Matrimonial e o convite aos participantes surge, normalmente, por parte de quem já participou.

Os sacerdotes e religiosos (as) também podem participar nesta iniciativa e nesta participaram dois que se “concentraram na relação com a sua comunidade”.

“Vou levar mais proximidade e oração e mais encontros… neste fim de semana proporcionou-se o diálogo e a forma como podemos chegar aos outros”, disse ao Sítio Igreja Açores o Pe Carlos Simas, ouvidor dos Fenais da Vera Cruz, lembrando que “o amor do padre vive-se na comunidade e a forma como o deve expressar é estar presente com muita alegria e são essas ferramentas que aqui também nos são dadas”.

“Acima de tudo a comunhão vivida e a partilha de vidas e entrega de amor são o que mais nos enriquece”, sublinha outro sacerdote participante neste 12º FDS do EM, em Ponta Delgada, Pe Miguel Tavares.

Na Diocese existem já cerca de 10 sacerdotes que participaram neste Fim De Semana, embora por motivos de disponibilidade poucos tenham prosseguido as caminhadas que o movimento propõe a seguir ao FDS.

O EM está presente em 90 países e foi fundado em 1962, estando em Portugal há 32 anos: “Afirma-se como um movimento cristão e católico mas respeita as convicções de todos, na certeza da importância de uma relação estável e dialogante”.