Encontro Nacional debate a missão perto e longe

O Encontro Nacional da LIAM (Liga Intensificadora da Ação Missionária), que reuniu participantes de várias dioceses do país num forte espírito de comunhão, partilha e renovação missionária, contou com a participação de um grupo da diocese de Angra- paroquianos de Santo António, na ilha de São Miguel e Doze Ribeiras, da ilha Terceira, acompanhados pelo ouvidor das Capelas, padre Horácio Dutra.
O encontro foi marcado por momentos de formação, oração e reflexão, centrados na identidade missionária da Igreja e na responsabilidade de cada batizado na construção de uma comunidade mais aberta, fraterna e universal. Inspirados pelo apelo constante à missão “para todos, todos, todos”, os participantes foram convidados a redescobrir que a Igreja é simultaneamente local e universal: “vive-se na paróquia concreta, mas com o coração aberto ao mundo inteiro”, afirmou D. Pedro Fernandes, bispo da diocese de Portalegre-Castelo Branco, na abertura dos trabalhos.
O prelado, que é sacerdote espiritano, destacou a riqueza da partilha entre realidades tão diversas, sublinhando que a missão não conhece fronteiras geográficas.
“Sentimos que, estando aqui, estamos ligados a toda a Igreja. A nossa pequena comunidade faz parte de algo muito maior”, referiu.
Ao longo do encontro, refletiu-se ainda sobre a importância de construir pontes, promover o diálogo e viver a sinodalidade como caminho conjunto. A missão foi apresentada não apenas como envio para terras distantes, mas como capacidade de tornar próximo aquilo que parece distante, seja nas periferias geográficas, seja nas periferias existenciais.
Os momentos celebrativos reforçaram a consciência de que é na Eucaristia e na oração que a comunidade encontra a sua força e unidade. A espiritualidade missionária foi apontada como fundamento indispensável para qualquer ação evangelizadora, lembrando que “só um coração enraizado em Cristo é capaz de acolher, integrar e amar sem exclusões”.
O Encontro Nacional da LIAM terminou com o compromisso renovado de levar às comunidades locais o entusiasmo vivido, fortalecendo a participação ativa de todos e promovendo uma Igreja cada vez mais missionária, sinodal e próxima das realidades humanas.
A LIAM é um dos movimentos laicais mais antigos em Portugal, fundado, em Fátima, a 13 de maio de 1937.
É um movimento de leigos que procura dar visibilidade e vivência à dimensão missionária da nossa Igreja em Portugal e ao mesmo tempo apoiar a Missão que se faz além-fronteiras.
A Conferência Episcopal Portuguesa aprovou os Estatutos em 2003. Hoje são mais de 320 grupos paroquiais que se reúnem para rezar, refletir, organizar campanhas, concretizar iniciativas solidárias.
“Grupos missionários procuram dar corpo ao pedido lançado em 2010 pelos Bispos portugueses para que fizéssemos da nossa Igreja uma Igreja mais missionária”, pode ler-se na página online do Movimento.
Para isso, a LIAM procura alargar a sua área de ação às paróquias contagiando, assim, o povo de Deus para esta chama missionária que deve brilhar nos corações dos crentes e baptizados.
“A História do Movimento Liamista continua a ser escrita. Nela entram centenas de grupos e milhares de pessoas, experiências de Fé, gestos de generosidade e de silêncio que escapam às fontes de informação de qualquer historiador”, pode ainda ler-se.