Balanço foi feito esta manhã

O Vaticano anunciou hoje que 33,5 milhões de peregrinos acorreram a Roma desde o início do Jubileu de 2025, um número que ultrapassou largamente as previsões iniciais para o Ano Santo convocado pelo Papa Francisco e concluído já sob a presidência do Papa Leão XIV.
“33 475 369 peregrinos chegaram a Roma para as festividades do Jubileu. A previsão de 31,7 milhões, feita antes do início do Ano Santo, foi ultrapassada”, afirmou D. Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, durante uma conferência de imprensa no Vaticano.
Segundo os dados apresentados, 62% dos peregrinos chegaram da Europa, com a Itália a liderar a participação nas iniciativas jubilares. A contagem resultou de um sistema integrado que combinou câmaras instaladas na Porta Santa da Basílica de São Pedro, registos manuais efetuados por voluntários nas restantes basílicas, inscrições em eventos e no site oficial, bem como cálculos de densidade por metro quadrado nas principais praças de Roma.
Ao lado de D. Rino Fisichella, o presidente da Câmara de Roma, Roberto Gualtieri, destacou o “legado muito positivo” do Jubileu para a cidade, salientando não apenas as obras realizadas, mas também a recuperação da autoestima dos romanos.
“Talvez o principal legado seja o da confiança na possibilidade de melhorar e transformar a cidade”, afirmou.
Também presente, Alfredo Mantovano, subsecretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, sublinhou a eficácia da governação do processo, baseada numa lógica de “circularidade e não linearidade”. “Quando assumimos o Governo, o Jubileu existia apenas no papel. Tivemos duas necessidades: fazer bem e fazer rápido”, disse, acrescentando que este modelo poderá ser aplicado a outros desafios nacionais, como a reconstrução prisional ou as celebrações dos 800 anos da morte de São Francisco, em 2026.
O Jubileu de 2025 encerrou igualmente um ciclo histórico na Igreja Católica, marcado pela transição entre o Papa Francisco e o Papa Leão XIV. O Ano Santo teve início a 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro por Francisco, que lançou a mensagem central da celebração: “A esperança não está morta, a esperança está viva”.
Entre os gestos mais simbólicos esteve a abertura de uma Porta Santa na prisão de Rebibbia, em Roma, um momento inédito na história dos jubileus. Já sob Leão XIV, destacaram-se eventos como o Jubileu dos Jovens, em Tor Vergata, o Jubileu da Justiça, dos Migrantes, dos Reclusos e a celebração ecuménica dos Novos Mártires, reforçando a dimensão social e missionária do Ano Santo.
A ligação a Portugal foi evidenciada no Jubileu da Espiritualidade Mariana, com a presença da imagem da Capelinha das Aparições de Fátima no Vaticano.
O Jubileu termina oficialmente no próximo dia 6 de janeiro, com o encerramento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, presidido pelo Papa Leão XIV. Olhando para o futuro, D. Rino Fisichella apontou 2033 como um ano “particularmente significativo” para a Igreja Católica, por assinalar os 2000 anos da Redenção, embora a realização de um novo Jubileu dependa ainda de decisão papal.
(Com Agência Ecclesia)