Legião de Maria promove retiro anual aberto no Centro Pastoral Pio XII

O retiro refletirá sobre a vocação batismal

Foto: Retiro da Legião de Maria/IA/CR

No próximo domingo, o Centro Pastoral Pio XII recebe o retiro anual aberto da Legião de Maria, um encontro dirigido a todos os membros legionários da ilha de São Miguel que desejem viver um dia de reflexão, oração e comunhão.

O acolhimento terá início às 9h00, seguindo-se o começo oficial do retiro às 9h30. A iniciativa prolonga-se até às 17h30, proporcionando um dia completo de formação espiritual e partilha fraterna.

Este ano, o retiro terá como base a proposta pastoral: Cristão, o que és nesta Igreja? O que diz este nome? Quem és tu?”, um convite profundo à reflexão sobre a identidade e missão de cada batizado no seio da Igreja.

O programa contemplará uma primeira parte de caráter mariológico, ajudando os participantes a aprofundar a espiritualidade própria da Legião de Maria. Haverá também a Via-Sacra e a celebração da Eucaristia, ponto alto da jornada.

O retiro será orientado e presidido pelo padre Maximino Medeiros, diretor espiritual do Movimento, que acompanhará espiritualmente este momento forte do movimento.

Em São Miguel, a Legião de Maria mantém atualmente os seus núcleos ativos, embora atravesse, como muitos outros movimentos da Igreja, um período de desafios. A dificuldade em captar novos membros, sobretudo na faixa etária juvenil, é uma realidade sentida não só localmente, mas também noutras ilhas.

Apesar disso, a Legião,  com mais de 100 anos de história a nível internacional e 54 anos de presença estruturada na diocese, continua a adaptar-se aos tempos atuais, procurando dar respostas de proximidade, especialmente junto dos mais frágeis e desprotegidos, reconhece Isabel Medeiros, responsável do Movimento na ilha de São Miguel

A dificuldade no compromisso é apontada como um dos grandes obstáculos dos nossos dias.

“As pessoas têm medo de se comprometer. Parece que falhar é algo que assusta, mas só falha quem faz, quem arrisca”, esclarece, reforçando que a maioria das iniciativas resulta em crescimento, motivação e alegria.

A missão mantém-se clara: estar próximo de quem sofre, visitar os doentes, estender a mão a quem precisa. Contudo, reconhece-se que o contexto atual de insegurança e distanciamento social nem sempre facilita esta proximidade.

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