Em 2014, o Santuário de Fátima foi visitado por peregrinos de 83 países

As missas oficiais celebradas no Santuário de Fátima em 2014 receberam 3,209 milhões de peregrinos, menos 279.986 em relação a 2013, anunciou hoje a instituição.

Segundo os dados disponibilizados no decurso de mais um encontro de hoteleiros e responsáveis de casas religiosas que acolhem peregrinos, no Santuário de Fátima, registou-se uma diminuição no número de peregrinos nas missas oficiais, mas aumentou o número de fiéis noutro tipo de celebrações oficiais, como a procissão das velas ou a recitação do terço.

Nestas celebrações, num total de 1.668 cerimónias em 2014, estiveram 2,407 milhões de pessoas, enquanto em 2013 o santuário registou 2,357 milhões de fiéis em 1.643 cerimónias.

Já as missas oficiais totalizaram 2.538 celebrações em 2014, menos uma do que no ano anterior.

Quanto às peregrinações organizadas – as que são comunicadas aos serviços da instituição -, em 2014, passaram por Fátima 4.303 grupos, nacionais e estrangeiros, menos seis que em 2013, num total de 561.245 peregrinos. Em 2013, estiveram mais 6.719 fiéis, diminuição que se deve aos peregrinos portugueses.

Em 2014, o Santuário de Fátima foi visitado por peregrinos de 83 países. Os espanhóis continuam a ser os estrangeiros que mais visitam o templo em peregrinações organizadas, seguidos pelos italianos, polacos e brasileiros.

De realçar também o número de visitantes da Coreia do Sul, que continuam a ter um aumento significativo (+467).

“Tendo em conta as intervenções que tínhamos, nomeadamente num lugar fundamental para as nossas celebrações, como é a Basílica da Nossa Senhora do Rosário, as minhas expectativas era de ter uma quebra ainda maior na participação das missas”, admitiu o reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas.

Acrescentando ter ficado “positivamente surpreendido por perceber que o decréscimo não foi muito significativo”, o reitor salientou a tendência de “estabilização e de subida” no número de peregrinos estrangeiros.

“Embora numericamente não seja um número absoluto muito grande, é muito significativo o número de peregrinos que vem do extremo oriente. Temos de ter presente que na Coreia do Sul o cristianismo continua a ser uma minoria percentualmente não muito significativa, mas em números absolutos é crescente”, destacou ainda o padre Carlos Cabecinhas.

Segundo o reitor, ao contrário dos peregrinos da Coreia do Sul, “que terão capacidade financeira” para se deslocar a Fátima, o mesmo não sucede com os fiéis das Filipinas.

“Temos um eco da muita devoção à Nossa Senhora de Fátima dos pedidos de imagem peregrina, mas temos muito menos vindas dos filipinos, porque não têm condições económicas”, concluiu.

CR/Lusa