Num mundo de algoritmos, “a economia de Deus não descarta, repara”

Esta Sexta-feira Santa, a Sé de Angra acolheu a tradicional celebração da Via-Sacra, reunindo fiéis que rezaram as meditações propostas pelo Papa Francisco na última Via-Sacra do seu pontificado, em 2025

Foto: Via-sacra na Sé, em que participaram várias irmandades e confrarias/IA/CR

Inspiradas nas reflexões do Papa Francisco na Via-sacra do Coliseu de Roma na Páscoa de 2025, as estações percorridas destacaram o caminho de Cristo rumo ao Calvário como uma “descida ao encontro do mundo que Deus ama”, sublinhando a centralidade da cruz como lugar de reconciliação. Jesus, pregado entre opostos, surge como aquele que “derruba muros, cancela dívidas e estabelece a paz”, num apelo claro à superação das divisões humanas.

As meditações recordaram também o contraste entre a “economia de Deus”,  que não descarta, mas repara e cuida,  e as lógicas atuais marcadas por cálculos, algoritmos e interesses frios. Neste contexto, os fiéis foram convidados a uma mudança de rumo, voltando-se para Cristo e para os valores das Bem-aventuranças.

Ao longo da celebração, marcada por momentos de silêncio e cânticos, destacou-se ainda o apelo à responsabilidade pessoal, à compaixão e à capacidade de recomeçar, à imagem de Jesus que cai e se levanta. A Via-Sacra foi assim vivida como um caminho de conversão interior, lembrando que, mesmo num mundo fragmentado, a esperança cristã continua a apontar para a reconciliação e para uma vida renovada.

Estiveram presentes romeiros e romeiras, caminhantes de Nossa Senhora da Conceição, Confrarias do santíssimo Sacramento, Nossa Senhora da Conceição e Franciscanos da Ordem Terceira bem como membros da Irmandade de Cruz e Passos entre outras.

 

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