Ordenações sacerdotais regressam à Igreja Matriz de Santa Cruz da Graciosa 48 anos depois

Bispo de Angra ordenou o primeiro de dois sacerdotes que integram a diocese no final do verão.

A ilha Graciosa, nos Açores, está a viver a primeira ordenação sacerdotal na Igreja Matriz de Santa Cruz, num período de 48 anos, altura em que foi ordenado o último presbítero na ilha, o Pe Norberto Pacheco, natural da Vitória.

 

Bruno Espínola, o novo sacerdote, ordenado esta manhã pelo Bispo de Angra, tem 27 anos e é natural da freguesia da Guadalupe, tendo estudado no Seminário Episcopal de Angra.

 

Os cristãos devem rezar pelo surgimento de vocações pois “não haverá igreja sem pastores”  disse o Bispo de Angra na homilia da Missa de ordenação do Diácono Bruno Espínola.

 

“Pode faltar muita coisa numa Diocese, mas não pode faltar o Bispo, que prolonga a sua ação através dos sacerdotes. Foi assim que Cristo fundou a Sua Igreja, que não é uma abstração, mas uma comunidade viva, com cabeça, tronco e membros”, disse o prelado diocesano, reforçando a ideia de que são precisos pastores que anunciem a palavra de Deus e esta ordenação é “uma graça para a Igreja da ilha”.

A partir da Parábola do Semeador, que ilustra o mistério do sacerdócio ministerial, como um serviço à ação salvadora de Deus, realizada em Cristo, pelo poder do Espírito Santo – Não fostes vós que Me escolhestes: fui Eu que vos escolhi – D. António de Sousa Braga lembrou que esta escolha tem de contar com a “colaboração do ser humano” que “dotado de liberdade” decide deixar-se “ser escolhido”.

 

O responsável pela Igreja nos Açores lembrou ainda que a primeira missão do pastor é espalhar a Palavra “que não produz fruto automaticamente. Depende das situações do terreno, em que é lançada” e, por vezes, essas condições “são marcadas pela adversidade”. Mas nesses casos, “é preciso não desanimar”.

 

“É preciso continuar a semear. A semente que verdadeiramente se perde é aquela que fica nas mãos do semeador, que não arrisca, que não “sai” para semear. É preciso amanhar a terra e, depois, semear, sem estar sempre a fazer as contas com os resultados obtidos. Será que vale a pena? Vale. Os resultados não dependem só de nós”, sublinha o Bispo de Angra.

 

O Pastor, o Evangelho, a Eucaristia e o Espirito Santo são os quatros elementos fundamentais que “alicerçam” este “edificio espiritual que é a Igreja” capaz de anunicar um mundo “novo de esperança, justiça, paz e amor”.

 

D. António de Sousa que é, neste momento, um dos decanos dos Bispos portugueses, ordenou nestes 18 anos de episcopado 51 sacerdotes e, no próximo mês de agosto, ordenará mais um, o diácono Bruno Pacheco, natural de Ponta Delgada e residente na freguesia da Maia, concelho da Ribeira Grande, ilha de São Miguel.

 

Durante o seu ministério episcopal o prelado diocesano ordenou cerca de 2,8 padres por ano, um número “significativo” e “muito acima” da média das dioceses do país.

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