Papa apela à superação do ódio e da violência, evocando força da ressurreição

Foto: Vatican Media

O Papa apelou hoje à superação da guerra e do ódio, evocando a força da ressurreição de Jesus, falando durante a Vigília Pascal, a que presidiu na Basílica de São Pedro.

“Irmãs e irmãos, também nos nossos dias não faltam sepulcros para abrir, e muitas vezes as pedras que os fecham são tão pesadas e tão bem vigiadas que parecem inamovíveis”, assinalou Leão XIV, na homilia da cerimónia central do calendário litúrgico da Igreja Católica.

A intervenção evocou a pedra que tapava o túmulo de Cristo, após a sua morte, que os discípulos encontrariam aberta, após a ressurreição, segundo os relatos dos Evangelhos.

“Algumas [pedras] oprimem o coração do homem, como a desconfiança, o medo, o egoísmo, o rancor; outras, consequência daquelas que se encontram no interior, destroem os vínculos entre nós, como é o caso da guerra, da injustiça, do fechamento entre povos e nações. Não nos deixemos paralisar por elas”, apelou o pontífice.

Leão XIV convidou todos os católicos a “para levar a todos a boa nova de que Jesus ressuscitou”.

“Com a sua força, ressuscitados com Ele, também nós podemos dar vida a um mundo novo, de paz e de unidade”, prosseguiu.

O Papa realçou a importância histórica da celebração desta noite, descrevendo-a como a mais antiga da tradição cristã e a “mãe de todas as vigílias”.

“Em todos estes momentos da história da salvação, vimos como Deus, face à dureza do pecado que divide e mata, responde com o poder do amor que une e restitui a vida”, disse. 

O rito incluiu o Batismo de adultos oriundos de vários países, desafiados pelo Papa a ser “testemunhas do Evangelho”.

A reflexão sublinhou a coragem de quem, “com grande esforço e por vezes à custa da própria vida”, se dedicou a promover o bem, inspirado pela mensagem de Jesus.

“Que, em todo o lado e sempre, cresçam e floresçam no mundo os dons pascais da concórdia e da paz”, concluiu.

A Igreja Católica celebra nas últimas horas deste sábado e nas primeiras de Domingo de Páscoa o principal e mais antigo momento do ano litúrgico, assinalando a ressurreição de Jesus, elemento central da fé cristã.

Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a bênção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a série de leituras sobre a História da Salvação; a renovação das promessas do Batismo, por fim, a liturgia Eucarística.

 

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