
O Papa apelou hoje ao desarmamento global e à eliminação das armas nucleares, dedicando a sua intenção de oração para março à promoção do diálogo e da diplomacia.
“Que nunca mais a ameaça nuclear condicione o futuro da humanidade”, refere a prece, recitada por Leão XIV, num vídeo divulgado pela Rede Mundial de Oração do Papa.
O texto, dirigido às comunidades católicas, exorta os governantes e os líderes políticos a assumirem “a coragem de abandonar projetos de morte, parar a corrida ao armamento e colocar no centro a vida dos mais vulneráveis”.
A iniciativa mensal surge num cenário internacional marcado pelo alastramento de conflitos armados e pelo aumento drástico das despesas militares em todo o planeta.
“Desarma os nossos corações do ódio, do rancor e da indiferença”, reza Leão XIV.
O pontífice sustenta que Deus moldou cada ser humano para “a comunhão, não para a guerra; para a fraternidade, não para a destruição”.
“Concede-nos o dom da tua paz e a força para torná-la realidade na história”, pede.
A mensagem papal aponta o dedo à lógica da proliferação de arsenais e sublinha que a verdadeira segurança nasce da solidariedade mútua.
“Ajuda-nos a compreender que a verdadeira segurança não nasce do controlo que alimenta o medo, mas a confiança, a justiça e a solidariedade entre os povos”, indica a oração.
Em comunicado de imprensa, a Rede Mundial de Oração do Papa cita dados do Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI), que revelam gastos globais em defesa na ordem dos 2,7 biliões de dólares, subtraindo recursos vitais ao desenvolvimento humano.
A paz constitui uma prioridade central assumida por Leão XVI desde a sua eleição, em meio de 2025, mobilizando a rede mundial, presente em mais de 90 países, para combater a violência.
“Que cada palavra amável, cada gesto de reconciliação e cada decisão de diálogo sejam sementes de um mundo novo”, conclui o Papa.
(Com Ecclesia)