
O Papa manifestou hoje a sua preocupação com o agravamento do conflito no Médio Oriente, na sequência da ofensiva militar dos EUA e Israel contra o Irão.
“Do Irão e de todo o Médio Oriente continuam a chegar notícias que causam profunda consternação pelos episódios de violência e devastação e pelo clima generalizado de ódio e medo”, afirmou Leão XIV, após a recitação da oração do ângelus.
O pontífice alertou para o perigo de a guerra alastrar a outras nações vizinhas, expressando uma preocupação particular com o território libanês.
“Acresce-se o receio de que o conflito se alargue e outros países da região, entre os quais o querido Líbano, possam mergulhar novamente na instabilidade”, sublinhou Leão XIV.
Perante a escalada bélica, o Papa pediu a união dos fiéis na oração e aposta dos responsáveis políticos na via diplomática.
“Elevemos a nossa humilde oração ao Senhor para que cesse o estrondo das bombas, se calem as armas e se abra um espaço de diálogo no qual se possa ouvir a voz dos povos”, exortou.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no último dia 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.
O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Falando desde a janela do apartamento pontifício, o Papa confiou à intercessão de “Maria, Rainha da Paz” todos os que sofrem por causa da guerra e pediu que “acompanhe os corações nos caminhos da reconciliação e da esperança”.
Leão XIV evocou, em seguida, a celebração do Dia da Mulher.
“Renovamos o compromisso que, para nós cristãos, se baseia no Evangelho para o reconhecimento da igual dignidade do homem e da mulher”, declarou o Papa.
A mensagem denunciou a persistência de assimetrias e agressões que continuam a atingir a população feminina em todo o mundo, marcando a vida de muitas vítimas logo desde os primeiros anos.
“Infelizmente, muitas mulheres, desde a infância, ainda são discriminadas e sofrem várias formas de violência. A elas, de maneira especial, vai a minha solidariedade e a minha oração”, concluiu.
(Com Ecclesia)