Papa Leão XIV tem três viagens apostólicas marcadas até ao final de 2026: diálogo, paz e missão no centro da agenda

No final deste ano, o Papa terá feito seis viagens de média e longa duração

Foto: papa Leão XIV a falar com os jornalistas/Vatican Media

O Papa Leão XIV tem três viagens apostólicas internacionais agendadas até ao final de 2026, num programa que espelha as prioridades do seu pontificado: a promoção do diálogo entre os povos, a construção da paz, a reconciliação social e a proximidade às comunidades católicas.

Depois das deslocações já realizadas este ano, o calendário do Papa inclui uma visita pastoral a San Marino e a Rimini, uma viagem apostólica a França e uma deslocação de quase duas semanas à América Latina, com etapas no Uruguai, Argentina e Peru.

San Marino e Rimini: promover a fraternidade e o diálogo

A primeira deslocação está marcada para dia 22 de agosto, com uma visita de um dia à República de San Marino e à cidade italiana de Rimini.

O principal objetivo desta viagem é reforçar a cultura do encontro e do diálogo entre os povos. O momento central será a participação no tradicional `Meeting para a Amizade entre os Povos´, um dos mais importantes fóruns internacionais de reflexão sobre temas sociais, culturais e religiosos, onde o Papa deverá centrar a sua mensagem na paz, na fraternidade e na cooperação internacional.

A agenda inclui ainda uma visita de Estado à República de San Marino e uma celebração eucarística com os fiéis da região de Rimini.

França: diplomacia cultural, peregrinação e unidade europeia

Entre 25 e 28 de setembro, Leão XIV viajará para França, passando por Paris, Saint-Denis, Lourdes e Metz.

A visita pretende fortalecer o diálogo entre a Igreja, a cultura e as instituições internacionais, ao mesmo tempo que sublinha as raízes espirituais da Europa. Um dos momentos mais significativos será a deslocação à sede da Unesco, em Paris, onde o Papa deverá dirigir uma mensagem em defesa da paz, da educação e do património cultural como instrumentos de aproximação entre os povos.

Outro ponto alto da viagem será a peregrinação ao Santuário de Lourdes, expressão da proximidade do Papa aos doentes e aos peregrinos, bem como os encontros com as comunidades católicas francesas.

Em França o Santo Padre ainda se encontrará com vítimas de abusos sexuais perpetrados por elementos da Igreja.

América Latina: reconciliação, proximidade e esperança

A última viagem internacional do ano decorrerá entre 6 e 17 de novembro, com visitas ao Uruguai, Argentina e Peru.

Esta será uma das mais longas deslocações do pontificado e terá como principal objetivo reforçar a presença da Igreja na América Latina, promovendo a reconciliação social, a defesa da dignidade humana e o compromisso missionário.

Além dos encontros com autoridades civis e religiosas, o Papa deverá privilegiar momentos de proximidade com os fiéis, sobretudo nas periferias e junto das comunidades mais vulneráveis, numa viagem que pretende transmitir uma mensagem de esperança, justiça social e renovação da missão evangelizadora da Igreja.

Antes das três viagens previstas até ao final do ano, o Papa Leão XIV já realizou três viagens apostólicas internacionais em 2026. A primeira levou-o ao Principado do Mónaco, num gesto de reforço das relações diplomáticas da Santa Sé. Seguiu-se uma deslocação a quatro países africanos — Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial — centrada na promoção da paz, da reconciliação e do diálogo inter-religioso, além do incentivo à missão da Igreja no continente. Em junho, visitou Espanha, onde dedicou a Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, destacou a atenção da Igreja ao fenómeno das migrações e encontrou-se com comunidades católicas em Madrid, Barcelona e nas Ilhas Canárias.

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