ADVENTUS

Reflictamos brevemente sobre o significado desta palavra, que pode traduzir-se com “presença”, “chegada” e “vinda”.

Na linguagem do mundo antigo, “ADVENTUS” era um termo técnico utilizado para indicar a chegada de um funcionário, a visita do rei ou do imperador a uma província.

No entanto, podia indicar também a vinda da divindade, que sai do seu escondimento para se manifestar com poder, ou que é celebrada presente no culto.

O Apóstolo Paulo recorre precisamente a esta palavra: “vinda”, que em grego é “parusia” e em latim, “adventus” (1 Ts 5, 23). Segundo a comum tradução deste texto, Paulo exorta os cristãos de Tessalonica a conservar-se irrepreensíveis “para a vinda” do Senhor.

Mas no texto original lê-se na vinda” (εν τη παρουσια), como se o advento do Senhor fosse, mais que um ponto futuro do tempo, um lugar espiritual pelo qual caminhar já no presente, durante a espera, e dentro do qual precisamente ser conservados perfeitos em cada dimensão pessoal.

Os cristãos adoptaram a palavra “advento” para expressar a sua relação com Jesus Cristo: Jesus é o Rei, que entrou nesta pobre “província” denominada terra para visitar todos; na festa do seu advento faz participar quantos nele crêem, aqueles que acreditam na sua presença na assembleia litúrgica.

Substancialmente, com a palavra adventus desejava-se dizer: Deus está aqui, não se retirou do mundo, não nos deixou sozinhos. Embora não O possamos ver nem tocar, como acontece com as realidades sensíveis, Ele está aqui e vem visitar-nos de múltiplos modos.

Excertos de textos das homilias nas primeiras vésperas de Advento (2005-2010)