Pastoral Juvenil deixa balanço do Ano da Esperança

O Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil faz um balanço positivo do ano pastoral que agora terminou, com especial destaque para a realização da Aldeia da Esperança, que decorreu entre 21 e 25 de julho de 2025, na Fajã da Caldeira de Santo Cristo, em São Jorge.
No Ano santo da Esperança , “todos os caminhos dos Açores foram dar à Caldeira do Senhor Santo Cristo”, sublinha o Padre João da Ponte, assistente do Serviço Diocesano da Juventude. A iniciativa reuniu cerca de 300 jovens de várias ilhas da Diocese, constituindo-se como o grande encontro juvenil deste ano jubilar.
Segundo o sacerdote, a Aldeia da Esperança foi um verdadeiro marco, não só pela dimensão do encontro, mas sobretudo pela experiência vivida ao longo de uma semana.
“Procurámos que os jovens sentissem de forma intensa a relação entre eles, a relação com Deus, a relação com a própria natureza, e que pudessem partilhar o melhor que têm”, refere.
O encontro “surgiu como resposta direta a um pedido dos próprios jovens”. O Padre João da Ponte explica que, nos encontros diocesanos, os representantes das vigararias tinham manifestado a necessidade de momentos de convívio e partilha que ultrapassassem as barreiras das paróquias e dos grupos locais.
“Nós precisamos sempre de ir ao encontro dos jovens, ouvir as suas necessidades. Eles pediam encontros que lhes permitissem relacionar-se, estar juntos, fazer-se ouvir e partilhar o que são e o que têm para oferecer”, acrescenta.
Para o responsável pela pastoral juvenil, este foi um “ano de semear” e os frutos colher-se-ão no futuro.
“Não temos grandes massas como há alguns anos, mas temos pequenos grupos que caminham juntos, que se encontram e que acabam por ser semente para outros, sinal de esperança nas suas comunidades”, afirma.
O balanço é, por isso, claramente positivo. A Aldeia da Esperança c”ontribuiu para um reencontro entre os jovens e para uma maior consciência do seu papel nas comunidades cristãs. Ainda assim, o sacerdote alerta para os desafios que se colocam ao futuro”, frisou.
“É preciso dar continuidade a este caminho, dar voz aos jovens, escutar os seus anseios. Vivemos numa constante evolução e os jovens de hoje já não são os de há cinco anos. Isso exige atenção e capacidade de adaptação”, concluíu.
A Aldeia da Esperança, promovida pelo grupo coordenador do Jubileu em parceria com a Ouvidoria de São Jorge que acolheu a proposta do Conselho pastoral Diocesano, fica assim como um dos momentos mais marcantes do ano pastoral, reforçando a importância do encontro, da escuta e da caminhada conjunta na pastoral juvenil da Diocese.