Iniciativa insere-se no âmbito do esforço para prevenir abusos de menores e adultos vulneráveis por parte da Igreja

A recoleção da Quaresma destinada aos sacerdotes diocesanos será centrada na formação sobre a prevenção de abusos sobre menores e adultos vulneráveis, no quadro do projecto Cuidar, uma iniciativa da Universidade Católica Portuguesa orientada pelos professores Rodrigo Queiroz e Melo e Sofia Marques que será desenvolvida na diocese de Angra na próxima semana, entre 1 e 4 de março e que será alargada a todos os agentes de pastoral da Igreja.

A formação tratará “de maus tratos e abusos- sinais de prevenção, enquadramento legal, mapa de riscos, o bom trato e a sua conduta, em caso de suspeitas e de denúncias, como agir” refere Lina Mendes da Comissão de Prevenção e Acompanhamento de casos de abusos sexuais de menores nos Açores, que destaca a importância desta formação “no contexto teórico-prático”, ao programa de rádio Igreja Açores.

A formação terá um  especial enfoque “na vitima e na sua dignidade”.

No dia 1, entre as 10h00  e as 17:30, os formadores estarão na ilha de Faial ;  no dia 2, entre as 9h00 e as  17h00, estarão na ilha de Pico;  no dia 3; á mesma hora, na ilha Terceira e no dia 4 na ilha de São Miguel. A formação embora centrada em quatro concelhos, abrangerá todo o arquipélago na medida em que está prevista a participação de pessoas de todas as ilhas, em especial sacerdotes. Cáritas, Misericórdias, Comissões de Proteção de Crianças e jovens também participarão.

“Procurámos cobrir um grande leque de entidades e organismos nesta formação” garante Lina Mendes, sublinhando a importância que o tema tem para a Igreja.

“Poderemos, ainda,  vir a aprofundar esta formação alargando-a a outros agentes, pois ela é muito importante também para catequistas e outros agentes da Igreja”, refere ainda.

Sendo limitado o número de participantes, a inscrição é obrigatória através dos seguintes contactos: diocese.angra@gmail. com ou pelo telefone 295 216 670.

A formação além de dirigida ao clero, a religiosos e a  agentes de pastoral está aberta também a outras pessoas de fora da Igreja que lidam com menores ou adultos vulneráveis.