Documento é acompanhado de carta do secretário-geral do Sínodo, cardeal Mario Grech

A Secretaria Geral do Sínodo publicou esta segunda-feira, 27 de julho, o subsídio “Fazer memória. Acompanhar a preparação da Assembleia de Avaliação da Igreja local”, destinado a apoiar a preparação das Assembleias de Avaliação das Igrejas locais, previstas para o primeiro semestre de 2027, no âmbito da fase de implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade.
O documento, disponível em vários idiomas no portal oficial do Sínodo, dirige-se aos bispos, eparcas e equipas sinodais, apresentando critérios, questões orientadoras e indicações práticas para a organização do processo de avaliação nas dioceses e eparquias.
Segundo a Secretaria Geral do Sínodo, a etapa denominada “Fazer memória” pretende ajudar cada Igreja local a reler o caminho percorrido durante a implementação do processo sinodal, identificando os frutos alcançados, os desafios encontrados e os próximos passos a desenvolver.
No prefácio do subsídio, o secretário-geral do Sínodo, cardeal Mario Grech, afirma que a avaliação “não é um exercício técnico, mas uma experiência de gratidão e verdade”. Para o responsável, “fazer memória” significa reconhecer a ação de Deus na vida das comunidades e discernir os caminhos de conversão a seguir.
O documento esclarece que, na perspetiva bíblica, “fazer memória” não corresponde apenas à recordação do passado, mas ao reconhecimento da ação de Deus na história, como fundamento para o discernimento do presente e a abertura ao futuro. Neste sentido, convida as Igrejas locais a realizar uma releitura espiritual do percurso sinodal, à luz do Documento Final do Sínodo e das orientações publicadas para a fase de implementação.
As orientações não estabelecem um modelo uniforme para todas as dioceses, propondo antes um itinerário adaptável às diferentes realidades e contextos eclesiais. O texto retoma igualmente a perspetiva expressa pelo Papa Leão XIV durante o Consistório Extraordinário de junho de 2026, segundo a qual a sinodalidade constitui “um estilo espiritual” que “nasce do encontro, cresce pela escuta e amadurece pelo discernimento”.
Estruturado em duas partes, o subsídio acompanha, numa primeira fase, a elaboração do Relatório Narrativo, documento em que cada Igreja local será chamada a apresentar uma leitura do caminho percorrido, identificando processos de transformação nas relações, nos processos eclesiais e nos vínculos de comunhão. A segunda parte oferece orientações para a realização da Assembleia de Avaliação, convocada pelo bispo, da qual deverão resultar a versão final do relatório e uma Carta às outras Igrejas, inspirada na tradição das litterae communionis da Igreja antiga.
A publicação deste subsídio representa mais uma etapa do processo de implementação do Sínodo sobre a Sinodalidade, preparando as Assembleias de Avaliação das Igrejas locais que decorrerão em 2027, antes das etapas seguintes do percurso sinodal.