Iniciativa foi promovida pela Equipa Sinodal em articulação com a ouvidoria de Vila Franca do Campo
Vila Franca acolheu ontem a primeira assembleia eclesial promovida em parceria com a Equipa Sinodal Diocesana. O encontro reuniu elementos de quatro das cinco paróquias, serviços e movimentos presentes na ouvidoria e realizou-se no Centro Paroquial da Matriz.
Para o padre José Borges, ouvidor, tratou-se de um momento importante que voltou a sublinhar a relevância do papel dos leigos na vida da Igreja.
“Ainda ontem estivemos reunidos aqui com uma assembleia eclesial para sensibilizar e formar sobre este tempo que nos vai ser dado como uma graça, que é a chegada do Senhor Bispo”, referiu.
O encontro tinha como objetivo preparar remotamente a Visita Pastoral do prelado que se realiza de 19 a 26 de abril.
Segundo o sacerdote, toda a comunidade está empenhada na preparação da visita pastoral, com planos, encontros, celebrações e iniciativas pensadas ao detalhe, de forma a reavivar em cada pessoa a graça do batismo.
“É no batismo que começa o ser cristão. O ser cristão começa na iniciação cristã, na receção do sacramento do batismo, que nos coloca em caminho”, explicou.
O pároco destacou também a importância de envolver toda a comunidade, incluindo os que participam menos ativamente na vida da Igreja.
“Todos são importantes: os que estão dentro, os que estão mais afastados, os que chegam e os que estão envolvidos nos sacramentos”, sublinhou, lembrando também a formação recentemente promovida pela Diocese para os encontros de preparação para o batismo.
Na sua perspetiva, é fundamental dar maior protagonismo aos leigos, que vivem a sua fé no quotidiano, nas famílias, nos locais de trabalho, nas escolas, nas fábricas e em tantos outros contextos.
“São eles que mostram não apenas que foram batizados, mas que vivem o seu batismo”, afirmou.
A sessão foi dividida em duas partes. A primeira foi dedicada à reflexão sobre alguns dos documentos que sustentam o caminho sinodal, nomeadamente o documento final da XVI Assembleia do Sínodo, a carta pastoral Batizados na Esperança e o projeto pastoral diocesano.
Num segundo momento, os participantes trabalharam segundo o método da “conversação no Espírito”, refletindo sobre a forma como as comunidades cristãs vivem atualmente, os obstáculos que enfrentam e os desafios que desejam superar.
Entre as ideias que emergiram, destacou-se a perceção de que, apesar de existirem já várias estruturas de sinodalidade e de, na ouvidoria, se ter iniciado um caminho conjunto que procura valorizar todos os carismas, ainda persistem fragilidades. Algumas estruturas são pouco participadas e o compromisso dos leigos continua a ser reduzido.
A equipa sinodal esteve representada por quatro dos seus elementos. O coordenador, padre José Júlio Rocha, recordou que estes encontros preparatórios da visita pastoral pretendem ajudar a perceber melhor quem somos enquanto comunidade e o que poderá ser feito de forma diferente no futuro.
Defendeu ainda uma Igreja mais próxima e menos clerical, em que o sacerdote seja um pastor que, à maneira de Jesus, caminha com o povo: pode ir à frente para guiar, no meio para acompanhar e também atrás para não deixar perder nenhuma das ovelhas.
“O que queremos é promover uma Igreja aberta ao Espírito, que caminha junta na sua diversidade”, concluiu.
Esta reunião insere-se no plano de atividades da Equipa Sinodal que tem como principal missão acompanhar e desenvolver na diocese o caminho sinodal que a Igreja Universal está a viver. Para além dos elementos presentes fazem ainda parte da Equipa Sinodal o padre Dinis Silveira, Ana Almeida de São Jorge e António Maria Gonçalves das Flores..





