Diocese de Angra reafirma compromisso com a proteção de menores e pessoas vulneráveis depois da condenação em primeira instância de padre diocesano pela tentativa de abuso de menor

A sentença foi proferida no passado dia 15 de maio e os factos reportam a julho de 2024. Diocese agiu em conformidade com o que estabelece a atual legislação canónica e judicial

Foto: Igreja Açores/Arquivo

A Diocese de Angra reafirma o seu compromisso com a proteção de menores e pessoas vulneráveis num comunicado enviado ao Sítio Igreja Açores na sequência da publicação, esta sexta-feira, pela Procuradoria da República da Comarca dos Açores, na sua página online,  da notícia da condenação a um ano e oito meses de prisão, com pena suspensa, de um sacerdote da diocese de Angra, pela prática de um crime de abuso sexual de menores na forma tentada, tendo sido igualmente condenado ao pagamento de uma indemnização à vítima.

A sentença, que ainda não transitou em julgado e que tem um recurso interposto pelo próprio Ministério Público, foi proferida em maio deste ano. A Diocese informa que “Os factos ocorreram em julho de 2024 na ilha do Faial, onde nem o padre nem a vítima, uma jovem de 15 anos, residiam”.

Segundo o comunicado, “quando o bispo diocesano teve conhecimento dos factos procedeu ao afastamento do referido sacerdote para uma comunidade religiosa fora da Diocese, retirado do contacto com as comunidades, suspendendo-o das suas atividades como pároco”.

Por outro lado, refere: “A Diocese escutou e acompanhou a vítima e a sua família e garantiu sempre que o processo avançasse nas instâncias próprias, sem descurar o acompanhamento que é devido ao sacerdote nestas circunstâncias”.

“Para além do processo judicial, que ainda não transitou em julgado, está a decorrer o processo canónico: Roma confirmou a suspensão que a Diocese tinha deliberado e , entretanto, a Diocese já enviou para a Santa Sé a sentença do Tribunal da Comarca dos Açores e aguarda o seu pronunciamento final” pode, ainda, ler-se.

“A diocese de Angra manifesta o reconhecimento à família e à jovem vítima pela sua coragem de denúncia e continua disponível para ajudar a reparar o mal que foi feito. A Diocese também acompanha o sacerdote neste caminho de penitência, ajudando-o a cumprir o que foi decretado pelo Tribunal Judicial e o que possa vir a ser decidido pela Santa Sé”, sublinha ainda.

Por fim, “A diocese de Angra reafirma, por último, o compromisso da proteção de menores e pessoas vulneráveis, repudiando qualquer ato de abuso e mantém-se disponível para escutar, acompanhar e ajudar a solucionar casos desta natureza, nomeadamente através da Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis”.

Comunicado Diocese de angra_ junho_26

 

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