D. António de Sousa Braga “adere” ao Jubileu proposto pelo Papa Francisco

O Bispo de Angra propõe o exercício de uma “medicina da misericórdia”, assente na “atenção do coração” para tratar os doentes e os mais fragilizados, no dia em que se assinala nos Açores o Dia Diocesano do Doente.

Na V Reflexão Quaresmal do Bispo de Angra, que o Sítio Igreja Açores publica este domingo, e na linha das motivações do Papa Francisco, que decretou o próximo ano como o Ano do Jubileu da Misericórdia,  D. António de Sousa Braga diz que a Igreja não pode perder de vista , em particular, os idosos e os doentes, que “precisam de calor humano, da presença e do interesse dos irmãos”.

“Em comunhão com os doentes”, sobretudo com os que estão deslocados do arquipélago dos Açores, a fazer tratamentos como é o seu caso, o prelado diocesano sublinha a importância dessas pessoas “receberem algo mais que um tratamento tecnicamente correto” porque verdadeiramente ”precisam de humanidade, precisam da atenção do coração” e não apenas do desenvolvimento cientifico.

D. António de Sousa Braga lembra a evolução no apoio aos doentes deslocados que “melhorou muito” e refere-se  à “competência e dedicação” com que são acompanhados, uma situação “muito diferente da de há alguns anos atrás” em que as pessoas “viviam dramaticamente”.

É, de resto, com este exemplo que o prelado diocesano termina a sua catequese na qual defende que hoje “já não basta a justiça” para “chegarmos a uma sociedade mais equitativa e fraterna”; é preciso, sobretudo, “uma medicina da misericórdia”.

“Hoje, mais do que nunca, para abrir caminhos novos de justiça social, urge partir e ter como meta final o amor, que tem a sua máxima expressão na misericórdia. Caso contrário, não se chega a ter justiça para com todos. Alguém ficará sempre fora do sistema”, disse D. António de Sousa Braga.

Referindo-se ao processo de “sinalização e caraterização das periferias existenciais” da sociedade açoriana, que a diocese está a desenvolver até ao Conselho Presbiteral do próximo mês de abril, “não por pura curiosidade, nem por mero assistencialismo”, mas “para promover a pessoa humana, em toda a sua dignidade e direitos”, o responsável pela igreja católica lembrou que “ a justiça e a misericórdia” são “princípios fundamentais da Doutrina Social da Igreja”. E, hoje devem estar “mais presentes” na ação dos cristãos.