Ambos partiram com 13 e 12 anos para o Colégio Dehoniano do Funchal há 60 anos.

O Bispo de Angra, D. António de Sousa Braga e o Pe João Bairos, responsável pelo Serviço Diocesano de apoio à pastoral missionária, na Diocese de Angra estiveram em Santa Maria para assinalar, em conjunto com as respetivas comunidades paroquiais, os 60 anos da sua partida de Santo Espírito, na Ilha de Santa Maria,  para o Funchal onde frequentaram, durante cinco anos, o Colégio Dehoniano.

“Numa romagem de saudade e, acima de tudo, de ação de graças percorreram lugares da infância, reencontraram-se com pessoas que fazem parte dos inícios das suas vidas e de alguma forma contribuíram para a decisão de serem trabalhadores na Messe do Pai”, informa uma nota da Ouvidoria de Santa Maria, a que o Portal da Diocese teve acesso esta segunda-feira.

As celebrações começaram com uma missa de ação de graças (clique aqui para ver vídeo »»»), concelebrada pelo Ouvidor, Pe Vitor Arruda, na Igreja de Nossa Senhora da Purificação de Santo Espírito, onde foi invocada a memória de alguns dos sacerdotes que influenciaram a vocação sacerdotal dos dois homenageados, nomeadamente, o Padre João Maria,  o Monsenhor Virgínio (que promoveu o contacto com a congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus da Madeira), o Padre José Maria e o Padre João Paulo que os batizou.

A Homilia proferida pelo Pe João Bairos, foi segundo a nota da Ouvidoria um dos momentos de “maior intimidade”, no qual o sacerdote acabou por desvendar algumas das peripécias da viagem, na qual foi também outro sacerdote, Pe José Puim, que se encontra na Califórnia.

Surpreendido pela dimensão da homenagem, que acabou por envolver representantes das diferentes comunidades paroquias da ilha, o sacerdote lembrou Paulo e Barnabé, quando chegaram a Listra e viram aquela manifestação e rasgaram as vestes: “por amor de Deus, nós somos pobres mortais como vocês. Não façam isso”.

No final da Eucaristia houve uma pequena festa, seguindo-se uma visita ao Cais de Vila do Porto onde o Bispo de Angra e O Pe João Bairos  reviveram os momentos do embarque no navio Lima rumo à Madeira, “ numa conversa animada em que compararam as condições atuais e o aspeto moderno da marina com as do tempo em que tiveram de saltar para uma balsa para depois, mais ao largo subirem para o navio”, conclui a nota.

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