Bispo de Angra pede aos cristãos que troquem Deus mito por um Deus vivo

Nas “catequeses quaresmais” que iniciou este sábado, através do Portal da Diocese, através de uma reflexão sobre a imagem de Deus, D. António de Sousa Braga interpela os açorianos a procurarem um Deus Vivo.

Na primeira “catequese” – Se compreendes Deus é porque não é Deus – o Bispo de Angra, convida os cristãos a saírem da sua zona de conforto, a questionarem-se sobre a imagem que têm de Deus e a verificarem se ela não corresponderá a um “mito” eventualmente “fabricado pela mão humana”.

 

 

“Como se pode ter de Deus uma imagem, que não resiste à comparação com a boa gente, que vamos conhecendo ao longo da vida? Que Deus é esse que não é preferível ao melhor dos nossos amigos…? Um Deus completamente antipático, repressor, exclusivista deste ou daquele grupo, um Deus que toda a vida foi de direita…, protector dos privilegiados, eclesiástico até dizer basta, 100% espírito puro” questiona D. António de Sousa Braga, na linha do que escreve José Luís Cortés, no livro Um Deus Chamado ABBA, para concluir de imediato que “um Deus assim não existe” porque é um mito e “Deus não é mito é meta”.

 

 

O responsável pela Igreja Católica nos Açores sublinha que a Quaresma é um tempo de “verdadeira conversão” que jamais poderá ser alcançada se os cristãos “se contentarem com frases feitas aprendidas no tempo da catequese”.

 

E, por isso, encoraja os cristãos a procurarem “um verdadeiro Deus  vivo”.

 

 

“É só desligar, por algum tempo, a TV e folhear a Bíblia, onde há a Revelação progressiva de Deus, inserida na história de um povo, até chegar a Cristo, plenitude da Revelação divina”, diz o responsável pela Igreja católica açoriana.

 

 

 

D. António de Sousa Braga sublinha, assim, que só a “purificação” das imagens “que nem sempre correspondem perfeitamente ao Deus vivo e verdadeiro revelado por Jesus Cristo” pode fazer com que a Quaresma seja “uma caminhada de verdadeira conversão”.

 

 

“É preciso procurá-Lo continuamente, sem nunca parar. A imagem, que fazemos de Deus, não pode ser estática, nem fechada. É progressiva. Elaboramos a imagem de Deus, a partir do que consideramos melhor na vida. Muda a nossa ideia de amizade e de sabedoria, de felicidade e de bem estar. Como não há de mudar e ser aperfeiçoada a nossa imagem de Deus, se nunca poderemos dizer: já cheguei! Ele é sempre a outra margem, o Totalmente Outro”, conclui o prelado Diocesano.

 

 

De outra forma, “não é de admirar que, com o passar do tempo, se viva, como se Deus não existisse” conclui o prelado diocesano.

 

Por isso, exorta os cristãos a “mudarem” de atitude nesta Quaresma.

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