Trabalhos decorrem em Angra entre 7 e 9 de maio

A 44ª Assembleia do Conselho Presbiteral da diocese de Angra, que se realizará na cidade Património entre 7 e 9 de maio, tem como agenda três pontos: a avaliação do itinerário formativo de leigos e clero ao nível das ouvidorias, o inicio de um sínodo diocesano e questões estatutárias.

O documento de trabalho enviado a todas as ouvidorias, a que o Igreja Açores teve acesso, desafia as estruturas intermédias da diocese a um pronunciamento sobre “aquilo que está a ser a concretização do Itinerário Formativo Diocesano aos níveis da: Formação para todos, Comunhão e estruturas participativas da mesma, a vários níveis de uma caminhada comum (sinodalidade), e acerca da nossa “Igreja em Saída” em Ano Missionário”, refere o documento.

No capítulo da formação são deixadas cinco questões sobre a formação permanente dos presbíteros, o Conselho Pastoral Paroquial, a criação de iniciativas das Escolas de Formação Cristã, as atividades de Formação de alguns Serviços Pastorais mais ligados à Fé e Cultura e o envolvimento do Instituto Católico de Cultura nas mais variadas atividades destas escolas e no apoio à formação de uma forma genérica.

No que respeita às estruturas de base territorial, são deixadas três questões relacionadas com os conselhos pastorais e a articulação entre os conselhos pastorais e as estruturas diocesanas.

Finalmente, o documento interpela os ouvidores e os responsáveis pelos serviços diocesanos a fazerem uma avaliação da missão durante o ano pastoral.

“Todos fomos convidados neste ano Missionário a estarmos: “Todos, Tudo e Sempre em Missão”, refere o secretariado permanente.

O documento que tem ainda um segundo capítulo dedicado a uma reflexão sobre o modo como deve decorrer um sínodo e os aspetos que devem ser observados por todo o povo de Deus nas diferentes fases do processo sinodal, deixa uma série de pontos para reflexão dos sacerdotes e serviços diocesanos: Que atitude e função têm os presbíteros na motivação, aceitação e sensibilização para a realização de um sínodo diocesano, neste tempo, nos Açores? Qual o papel de «todos» os que são ouvidos, de «alguns» que participam e de «um» que convoca, preside e promulga o sínodo diocesano, sobretudo no que diz respeito ao presbitério? Como é possível articular a vida pastoral ordinária com a dinâmica e a condição de «padres sinodais», nas suas várias fases? Como escutar, discernir e escolher os temas mais candentes, necessários e urgentes na missão da Igreja, na sociedade e cultura que hoje edificamos?”.

O Conselho Presbiteral é um órgão de consulta do bispo e dele fazem parte para além dos elementos que integram a Cúria, o Reitor do Seminário Episcopal, os Vigários Episcopais, os 16 ouvidores da diocese bem como todos os responsáveis pelos serviços diocesanos e ainda um representante dos assistentes espirituais dos Movimentos de Apostolado. Este conselho integra apenas sacerdotes.

Os trabalhos da 44ª Assembleia do Conselho Presbiteral são precedidos de uma reunião do Conselho Episcopal, no dia 6 de maio e , na quarta feira- dia 8 de maio, realiza-se o Colégio de Consultores, estando ainda agendadas mais duas reuniões no âmbito desta iniciativa, nomeadamente a reunião de ouvidores, no dia 9 e a reunião de Serviços no dia 10.