Padre Igor Oliveira é o entrevistado desta semana

Termina este domingo a Semana Nacional de Educação Cristã, que culminou com as jornadas nacionais de catequistas, centradas no papel da família na formação catequética dos mais jovens. Estas duas iniciativas foram vividas digitalmente, nas plataformas multimédia e para o novo diretor do Serviço Diocesano de Evangelização, Catequese e Missão este tem de ser um caminho, neste tempo de pandemia, mas será sempre “um caminho temporário e que não se esgota em si mesmo”.

O padre Igor Oliveira, 24 anos, ordenado no dia 6 de setembro, lembra que o contexto digital das paróquias insulares, e a própria essência humana, constituem um constrangimento a esta nova forma de evangelizar.

“Está a ser um caminho novo; a pandemia tem afectado os nossos trabalhos. As plataformas têm sido uma vantagem mas também uma dificuldade: ainda não há um acesso fácil das nossas paróquias a estas plataformas e isso impede-nos de estarmos todos com o mesmo andamento”, refere em declarações ao programa de rádio Igreja Açores que vai para o ar este domingo na Antena 1 Açores e no Rádio Clube de Angra, depois do meio dia.

Por outro lado, afirma: “somos seres de experiência de relação e isso exige presença. As novas tecnologias aproximam-nos mas poderá ser menos rico o contacto”. E exemplifica: “a dispersão é muito maior e a disposição não é a mesma do que estarmos juntos numa sala, a vermo-nos olhos nos olhos”.

O sacerdote, que acumula com a direção de um dos principais serviços diocesanos duas capelanias e o secretariado do bispo diocesano, entre outros afazeres, lembra que “ antes da pandemia criticávamos o tempo que nós próprios, e as nossas crianças, passavam em frente a um écran; agora precisamos dele para ficarmos próximos… É uma grande mudança. É uma solução, mas não pode ser a solução para evangelizarmos”.

“O que é importante é caminharmos todos juntos, procurando encontrar outros caminhos adaptados à realidade que vivemos, tendo em conta os nossos recursos e aquilo que podemos fazer” afirma.

As dificuldades da pandemia “não nos podem fazer parar”, enfatiza.

Por isso, defende que qualquer que seja este caminho tem de atender sempre à realidade concreta de cada paróquia: “deixámos as opções às paróquias, para arranjar caminhos seguros para que a catequese possa decorrer normalmente. Não é viável definir medidas para todos de forma igual. A paciência é o que nos pedem este tempos”, diz.

Nesta entrevista, que pode ouvir aqui no Sítio Igreja Açores, o sacerdote fala ainda da formação dos catequistas, do novo catecismo e do plano de formação que está a ser gizado em articulação com o novo Vigário para a Formação.