Esta quarta-feira, dia 26, será um dia de oração pela paz

As paróquias, comunidades e organismos eclesiais da diocese de Angra vão estar esta quarta-feira unidos à oração do Papa pela paz entre a Ucrânia e a Rússia.

No final da oração do Angelus de domingo, o Papa Francisco fez um veemente apelo à paz na Ucrânia, face à iminente situação de guerra: «Acompanho com preocupação o aumento das tensões que ameaçam infligir um novo golpe à paz na Ucrânia e põem em questão a segurança do continente europeu, com repercussões ainda mais vastas. Faço um premente apelo a todas as pessoas de boa vontade para que elevem orações a Deus Todo-Poderoso, a fim de que todas as ações e iniciativas políticas sirvam a fraternidade humana e não os interesses partidários. Aqueles que perseguem os próprios objetivos em detrimento dos outros desprezam a sua vocação de seres humanos, porque todos nós fomos criados irmãos. Por este motivo e com preocupação, dadas as atuais tensões, proponho que na próxima quarta-feira, 26 de janeiro, seja um dia de oração pela paz».

No seguimento destes apelos, o Administrador Diocesano enviou uma carta a todo o clero diocesano e institutos religiosos da diocese no sentido de assumirem “o dia 26 de janeiro como um dia de oração pela paz, na solidariedade fraterna com o povo ucraniano e com os cristãos e os bispos da Ucrânia”, refere o cónego Hélder Fonseca Mendes.

Já na passada sexta-feira, os Bispos da Europa exprimiram a mesma intenção: «Neste momento extremamente delicado, pedimos aos cristãos para rezarem pelo dom da paz na Ucrânia, para que os responsáveis sejam contagiados pelo bem da paz e para que a crise seja superada exclusivamente através do diálogo».

Também os bispos católicos da Polónia e da Ucrânia publicaram uma declaração conjunta, a respeito desta crise entre os dois países, pedindo a intervenção da comunidade internacional para travar um conflito militar.

“Qualquer guerra é uma desgraça e nunca pode ser uma forma apropriada de resolver problemas internacionais. É sempre uma derrota para a humanidade”, referem os responsáveis, citados  na agência Ecclesia e recordando uma frase do Papa João Paulo II antes do que viria a ser a invasão do Iraque, em Março de 2003.

No documento conjunto dos bispos polacos e ucranianos, percebe-se muito mais a preocupação nacional destes últimos, com o texto a falar de uma “crescente pressão” de Moscovo contra a Ucrânia e condenando as ocupações de Donbas (leste) e da península da Crimeia (sul), que violam “a soberania nacional e a integridade territorial da Ucrânia”.

“A busca de métodos alternativos à guerra para resolver conflitos internacionais tornou-se hoje uma necessidade urgente, pois o poder aterrador dos instrumentos de destruição disponíveis, até mesmo para as médias e pequenas potências, e os laços cada vez mais fortes existentes entre nações do mundo inteiro tornam difícil ou até praticamente impossível limitar os efeitos do conflito”, diz o documento polaco-ucraniano.

No terreno, regista-se um aumento da actividade militar russa e ucraniana. Ao mesmo tempo, a NATO/OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) anunciou nesta segunda-feira, 24, ter colocado em alerta parte das suas forças, ao mesmo tempo que enviou navios e aviões de combate para reforçar a defesa na Europa Oriental.