O sacerdote micaelense tinha 76 anos e morreu vítima de doença prolongada

Faleceu este domingo, em Ponta Delgada, o padre Cipriano Pacheco.

O corpo poderá ser velado na Ermida de Nossa Senhora das Dores, em Ponta Delgada, a partir das 9h00 desta segunda-feira, dia 26 de setembro e o funeral decorrerá no dia seguinte, com Missa exequial às 11h00, na Igreja de São José.

Nascido em São Pedro Nordestino, São Miguel, a 3 de Novembro de 1945, realizou a sua formação teológica no Seminário de Angra. Foi ordenado a 20 de Maio de 1969, na Sé de Angra, perfazendo os 50 anos no dia 20 de Maio de 2019.

Em 1970 foi nomeado Vigário Cooperador de Santa Cruz da Praia da Vitória; em 1974 foi nomeado pároco da Salga, na Ouvidoria do Nordeste; em 1979 é nomeado pároco da Fazenda do Nordeste; em 1986 foi nomeado Vigário Cooperador de São Pedro de Ponta Delgada, ao mesmo tempo que leciona diversas disciplinas em escolas públicas dessa cidade. Nesses anos, com ele surge o GRAP, Grupo de Ação e Reflexão Pastoral, que associava os ensinamentos do concílio Vaticano II, sobretudo das suas constituições, ao pensamento político, social e cultural que se vivia na Região Autónoma dos Açores. Foi também assistente diocesano da MCE, Movimento Católico de Estudantes.

Em 1994 foi nomeado pároco da Fajã de Cima na Ouvidora de Ponta Delgada; Em 1997 foi nomeado Vice-Diretor do então Instituto de Cultura Católico no núcleo de Ponta Delgada e mais tarde seu diretor, promovendo o curso de licenciatura em ciências religiosas, numa extensão da Universidade Católica Portuguesa, que não se voltou a repetir, tendo editado aí várias obras de interesse para diversos públicos.

Em 1998 foi nomeado Vigário Paroquial da Relva, na Ouvidoria de Ponta Delgada e assistente da Comissão Diocesana Justiça e Paz; em 2002 volta a ser nomeado Vigário Paroquial de São Pedro de Ponta Delgada; em 2006 é chamado a ser Vigário Episcopal da Ilha de São Miguel, sendo também membro do Colégio de Consultores e membro do Conselho Episcopal, sendo durante vários períodos membro do Conselho Presbiteral; nesse ano é ainda nomeado presidente da direção do Serviço de Apoio ao Clero Doente e Idoso da ilha de São Miguel; em 2008 é chamado a ser Diretor Espiritual do Seminário Episcopal de Angra e docente de História da Filosofia no mesmo Seminário.

Em 2009 foi nomeado Diretor do Serviço Diocesano para a Pastoral da Cultura e do Ecumenismo; em 2011 volta, pela terceira vez, a ser nomeado Vigário Paroquial de São Pedro de Ponta Delgada, onde colaborava assiduamente na igreja do Imaculado Coração de Maria nas Laranjeiras e no Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada; em 2012 volta a ser nomeado pela segunda vez e para um novo mandato Vigário Episcopal para a Ilha de São Miguel, voltando a ser por inerência membro do Conselho Episcopal; em 2014 é nomeado assistente do Serviço Diocesano para a Pastoral Social; em 2015 é nomeado pároco «in solidum» das Lajes, Vila Nova, Santa Luzia e Santa Rita na Ouvidoria da Praia da Vitória, voltando a ser professor de Filosofia no Seminário de Angra; aí foi conselheiro espiritual da Academia de São Tomás de Aquino; em 2019 celebrou a suas bodas de Ouro de sacerdotais, onde fez um balanço da sua vida e do seu ministério, pedindo perdão pela vezes que não foi o padre que Deus sonhava e esperava que ele fosse.

Em 2022 recebeu a última provisão para professor de filosofa do Seminário de Angra, ainda hoje em vigor, uma vez que se havia doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, em Roma, precisamente sobre o pensamento e obra de São Tomás, tendo também colaborado com a Universidade dos Acores.

Foi o responsável dos padres do Prado em Portugal durante vários anos. Esteve sempre envolvido na formação do clero e dos leigos, no estudo do evangelho e na atenção aos mais pobres e fracos.

“Era muito querido por todos quantos o conheciam e conviviam”, afirmou esta manhã o Administrador Diocesano na Missa exequial, de corpo presente, na Igreja de São José, em Portugal.