A Santa Unção é hoje administrada em todas as paróquias durante a Eucaristia dominical

Celebra-se hoje em toda a diocese de Angra o Dia Diocesano do Doente, uma data instituída no episcopado de D. Aurélio Granada Escudeiro, e que se cumpre anualmente no quinto domingo da Quaresma.

Este domingo, em todas as eucaristias dominicais é administrado o sacramento da Santa Unção que é também designado como o “sacramento da saúde”, refere ao Igreja Açores o responsável pela Comissão Diocesana da Pastoral da saúde e Capelão do Hospital do Divino Espirito Santo, Pe. Paulo Borges.

Em declarações ao Sítio Igreja Açores, o sacerdote lembra a evolução que tem tido a pastoral da saúde que mais do que uma pastoral assistencialista procura ser uma pastoral do acompanhamento, o que, na prática, significa que para além da administração dos sacramentos, “muito importante”, procura acompanhar e ajudar as pessoas numa etapa da vida menos boa.

“Nós asseguramos a assistência espiritual através da presença do capelão mas também através dos voluntários que estão envolvidos nas várias componentes da pastoral e que são exigentes”, refere o sacerdote.

“Acompanhamos, ouvimos e procuramos ajudar dando conforto espiritual pois os sacramentos são importantes mas também o são a disponibilidade e a escuta” refere ainda o Pe. Paulo Borges.

“A Pastoral da Saúde é algo que não assenta só na boa vontade: temos de ser exigentes, definir um plano, com metas e objetivos e é isso que procuramos fazer contextualizando sempre pois as exigências variam de lugar para lugar quer devido à dimensão quer às próprias especificidades desse lugar”,  acrescenta o sacerdote lembrando que as exigências do Hospital do Diivino Espirito Santo, em Ponta Delgada,  ou Santo Espirito, em Angra são “necessariamente diferentes” das exigências do Centro de Saúde das Flores ou de um dos Centros de Saúde do Pico.

“O que procuramos é que esta pastoral tenha sempre como principais vetores a humanização e a espiritualidade para todos  e os sacramentos para os que quiserem” conclui o sacerdote que gostaria de ver mais gente empenhada no voluntariado pois acompanhar as pessoas “é sempre muito gratificante; ganhamos sempre”.

“Numa situação de doença quando tratamos do corpo podemos ganhar ou perder, mas quando acompanhamos espiritualmente um doente, ganhamos sempre”, referiu.