O presidente da comissão que coordena o setor dos media na Conferência Episcopal Portuguesa, D. João Lavrador, disse hoje em Fátima que a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023 é um “acontecimento único” que traz desafios novos para a comunicação.

“Estamos perante um acontecimento único, em número e em cariz juvenil”, referiu o bispo de Viana do Castelo, na abertura das Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2022, que se realizam esta quinta e sexta-feira, em Fátima, na ‘Domus Carmeli’.

Para o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, a JMJ deve ser “comunicado na verdade do que ele é”, sem “desvios superficiais nem oportunismos ideológicos”

A jornada anual promovida pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) tem como tema ‘Comunicar a JMJ Lisboa 2023’.

“O Papa Francisco oferece-nos uma oportunidade única”, indicou D. João Lavrador, projetando a edição portuguesa da Jornada Mundial da Juventude (01-06 de agosto de 2023).

O responsável católico comunicar a vivência de “mais de um milhão de jovens, em experiência de Igreja”, numa iniciativa aberta a todos.

A diretora do SNCS, Isabel Figueiredo, apontou a uma iniciativa “universal” que vai ter a marca portuguesa, com responsabilidades alargadas na Igreja e na sociedade.

Nelson Ribeiro, diretor da Faculdade de Ciência Humanas/UCP, entidade parceira destas jornadas de comunicação, assumiu a necessidade de “pensar e debater em conjunto” os desafios da comunicação da JMJ 2023.

O especialista apontou a “um evento com dimensão inédita em Portugal”, que procura comunicar, em particular, com as novas gerações.

“Precisamos de novas linguagens, novos formatos, novos meios para conseguir chegar aos jovens”, sustentou.

A primeira conferência está a cargo do presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, seguindo-se uma mesa-redonda com responsáveis das várias direções do Comité Organizador Local (COL) sobre a preparação em curso, até agosto de 2023.

A partilha experiências de gabinetes de comunicação de anteriores edições da JMJ, nomeadamente Madrid (201), Rio de Janeiro (2013) e Panamá (2019), constitui o terceiro momento dos trabalhos.

Na sexta-feira, a diretora de Comunicação da JMJ 2023, Ana Alves, intervém na sessão ‘Comunicar grandes eventos’, a partir das 09h30, com a professora Catarina Burnay, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

A edição 2022 das Jornadas Nacionais de Comunicação tem a parceria, na organização e dinamização dos conteúdos, para além da Fundação JMJ Lisboa 2023, a Faculdade de Ciências Humanas da UCP.

O programa conclui-se com uma componente prática, propondo três workshops sobre o mundo digital e jornalismo alternativo.

iniciativa anual tem a presença de mais de 120 inscritos, entre profissionais e representantes de órgãos de comunicação social, dioceses, movimentos e instituições eclesiais.

A JMJ é um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana; nasceu por iniciativa de São João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude;

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano – atualmente no Domingo de Cristo-Rei, que encerra o ano litúrgico -, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; Cracóvia (Polónia), em 2016; e Panamá, em 2019.

(Com Ecclesia)