O II Encontro Diocesano da Juventude terminou este domingo, no Santuário do Senhor Bom Jesus do Pico, com os participantes a assumirem um compromisso de 12 pontos para reforçar a fraternidade, o serviço e o testemunho da fé nas suas comunidades

O documento resulta de dois dias de reflexão, partilha e discernimento, que reuniram jovens de 13 das 17 ouvidorias da Diocese de Angra. Ao longo do encontro foram trabalhados nove temas, num percurso centrado na relação com o outro, na vida comunitária e na missão dos jovens enquanto cristãos.
Entre os 12 compromissos assumidos está a vontade de ter maior abertura para cativar mais jovens, garantindo que “o meu próximo não se sinta sozinho”, bem como “dar voz e lugar ao outro” e estar ao s”erviço do outro mesmo nos pequenos gestos”.
Os jovens comprometem-se igualmente a “evangelizar e dar testemunho da sua fé” a outros jovens, “fazer a diferença na comunidade e ser Jesus para o outro”. A escuta surge também como dimensão central do compromisso, através da disponibilidade para “escutar Deus e o outro”.
O manifesto aponta ainda para uma mudança de olhar sobre o próximo, assumindo o propósito de “olhar o outro com o coração e senti-lo como irmão, e de transformar a fé em ações concretas de serviço”.
Entre os compromissos está também a disponibilidade para “aceitar e acolher mudanças na comunidade que sejam para o bem comum”, assim como para “transformar barreiras em pontes e persistir diante das adversidades”
A construção da fraternidade foi o tema central do segundo dia do encontro, depois de o primeiro ter sido dedicado à questão “Quem caminha comigo”. A reflexão procurou ajudar os jovens a reconhecer o outro não como alguém distante, mas como alguém a acolher, escutar e integrar.
Gisela Batista, diretora do Serviço Diocesano à Juventude, explicou ontem que o primeiro dia permitiu uma “introspeção pessoal da estrada da vida”, mas também uma reflexão sobre o caminho feito pelas pessoas e comunidades representadas no encontro.
A responsável destacou a intensidade das partilhas e considerou que os testemunhos dos jovens e das diferentes ouvidorias revelaram “um espírito de união e de fraternidade”.
Essa dimensão esteve também presente nas atividades do segundo dia. Na dinâmica “Peregrinação com quatro estações”, os participantes, organizados em pequenos grupos ou “aldeias”, foram convidados a refletir sobre quatro dimensões — ver, escutar, servir e sintetizar e aprofundar — recorrendo a textos bíblicos, como a parábola do Bom Samaritano, e a documentos da Igreja.
O programa incluiu ainda o Laboratório da Fraternidade, dividido em quatro áreas de reflexão: espiritualidade, comunidade e missão, ecologia integral e preparação da Aldeia de 2027.
Nesta última área, os jovens foram chamados a apresentar propostas sobre a próxima Aldeia, procurando garantir que todos possam sentir-se acolhidos, integrados e participantes.
No encerramento foram apresentadas as propostas de hino e logótipo da Aldeia de 2027, que foram sujeitas a uma votação cega pelos participantes
O encontro terminou sob o tema “Enviados a ser realmente humanos”, deixando aos jovens o desafio de transportar para as suas ouvidorias e comunidades o caminho de fraternidade iniciado no Pico.
Os 12 compromissos
- Ter maior abertura para cativar mais jovens.
- Que o meu próximo não se sinta sozinho.
- Dar voz e lugar ao outro.
- Estar ao serviço do outro mesmo nos pequenos gestos.
- Evangelizar e dar testemunho da minha fé a outros jovens.
- Fazer a diferença na minha comunidade.
- Ser Jesus para o outro.
- Estar disponível para escutar Deus e o outro.
- Olhar o outro com o coração e senti-lo como irmão.
- Transformar aquilo que acredito em ações e gestos de serviço.
- Aceitar e acolher mudanças na minha comunidade que sejam para o bem comum.
- Transformar barreiras em pontes e persistir diante das adversidades.