Nova Comissão Diocesana para o Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso já em funções

Nova Comissão é uma das quatro que integram o Instituto Católico de Cultura

Foto: Francisco Almeida Medeiros/Facebook

A Diocese de Angra acaba de nomear o novo coordenador da Comissão Diocesana para o Diálogo Inter-Religioso e para as Relações Ecuménicas, integrada no Instituto Católico de Cultura, tendo como novo coordenador Francisco Almeida Medeiros. A Comissão assume, em nome do Bispo de Angra, o acompanhamento do diálogo da Igreja Católica com as outras confissões cristãs e com as diferentes religiões presentes no território diocesano.

No arranque deste novo serviço pastoral, Francisco Almeida Medeiros participa já esta quinta-feira na reunião nacional dedicada a esta área, levando a realidade açoriana para o contexto mais alargado da Igreja em Portugal.

No mesmo enquadramento, e em proximidade com o início do ano civil e com a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que decorre entre os dias 18 e 25 de janeiro,  o novo coordenador dirigiu uma carta a todos os párocos, diáconos, consagrados e leigos com responsabilidades pastorais, apelando à mobilização de toda a Diocese para os desafios do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. Na mensagem, sublinha-se que esta dimensão não é apenas um fenómeno sociológico, mas um verdadeiro “sinal dos tempos”, que interpela a Igreja a um “discernimento sério e a uma renovação pastoral”.

A carta recorda que os Censos de 2021 confirmam uma mudança significativa no rosto da Diocese: os Açores acolhem hoje cerca de sete mil imigrantes de 96 nacionalidades, trazendo consigo uma diversidade cultural e religiosa crescente. Ao lado da maioria católica, estão presentes cristãos de outras confissões, comunidades ortodoxas e evangélicas, Testemunhas de Jeová, bem como fiéis de religiões como o hinduísmo, o islamismo e o budismo, além de um número relevante de pessoas que se declaram sem religião.

É neste contexto que a nova Comissão propõe às paróquias, ouvidorias e movimentos três atitudes fundamentais, a viver em chave sinodal: a atenção, que passa por conhecer melhor as outras Igrejas cristãs e religiões presentes no território; o acompanhamento, através da construção de relações de proximidade, respeito e colaboração, sem proselitismos nem receios infundados; e a ação, traduzida em gestos concretos de oração, acolhimento e cooperação, sobretudo nas áreas social e caritativa, com uma atenção especial às famílias migrantes.

A reflexão pastoral surge em sintonia com o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2026, que será celebrada sob o lema:”Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados numa só esperança” , a partir da Carta aos Efésios.

Os subsídios e reflexões para esta edição foram preparados pela Igreja Apostólica Arménia, em colaboração com outras Igrejas cristãs e movimentos religiosos na Arménia. O tema convida os cristãos a aprofundarem a comunhão em Cristo, recordando que, apesar das diferenças históricas e teológicas, todos partilham uma única esperança de salvação e de vida eterna, animada pelo mesmo Espírito.

No Hemisfério Norte, a Semana de Oração será celebrada de 18 a 25 de janeiro ; no Hemisfério Sul, incluindo o Brasil, as celebrações decorrem habitualmente no período de Pentecostes. Os materiais são publicados conjuntamente pelo Conselho Mundial de Igrejas e pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, do Vaticano. Em Portugal, as celebrações são acompanhadas pela Conferência Episcopal Portuguesa, e no Brasil pelo CONIC.

Esta semana tem como principal objetivo sublinhar a centralidade da comunhão e da unidade na fé cristã. Tem sido até à data, na dicoese, o grande evento que aproxima as diferentes igrejas cristãs.

A nova Comissão Diocesana reafirma a sua total disponibilidade para apoiar paróquias, unidades pastorais e ouvidorias, disponibilizando materiais, esclarecimentos e acompanhamento, com o objetivo de ajudar a Diocese de Angra a crescer como “espaço de convivência, respeito e paz”, vivendo o “ecumenismo e o diálogo inter-religioso como parte integrante da missão da Igreja”.

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