Por Renato Moura

Os seres humanos, que nasceram dotados de consciência e de razão, têm o dever de periodicamente analisarem os seus comportamentos, avaliarem as consequências dos seus actos e omissões e estabelecerem metas tendo em vista não só o seu próprio aperfeiçoamento, mas sobretudo a relação com os outros.

Geralmente as religiões estabelecem épocas destinadas à reflexão. A Quaresma é o período litúrgico escolhido pelos católicos e alguns outros cristãos para tempo especial de meditação, aperfeiçoamento, aproximação a Deus e preparação da Páscoa, a maior festa, pois que da ressurreição de Jesus.

Uma das maiores virtudes do Papa Francisco é a de aconselhar gestos que, pela sua humanidade, são apreciados pela generalidade das pessoas e assim foi na Quaresma do ano passado; acabaram tratados de forma semelhante em muitos locais. Sendo intemporais importa recordá-los, procurando respeitar a sua essência; e que a inevitável selecção/resumo (por comparação das várias fontes) não os desvirtue.

Em resumo: Sorrir (é uma bênção e um cristão está sempre alegre); Agradecer (embora sem ter o dever de o fazer); Lembrar ao outro que tu o amas muito; Cumprimentar com alegria as pessoas que vês todos os dias; Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor; Parar para ajudar e estar atento a quem precisa de ti; Animar alguém; Reconhecer os sucessos e qualidades do outro; Separar o que tu não usas e dar a quem precisa; Ajudar a alguém para que ele possa descansar; Corrigir com amor mas não calar por medo; Ter delicadezas com os que estão perto de ti; Limpar o que sujaste, em casa; Ajudar os outros a superar os obstáculos e problemas; Telefonar a quem tu sabes que nunca ou quase nunca recebe um telefonema.

Também o Papa Francisco nos sugeriu conselhos edificantes: Jejum de palavras negativas e dizer palavras bondosas; Jejum de descontentamento e encher o coração de gratidão; Jejum de raiva e cultivar a tolerância e a paciência; Jejum de pessimismo e encher-se de esperança e otimismo; Jejum de preocupações e confiar mais em Deus; Jejum de queixas e viver as coisas simples da vida; Jejum de tensões e confiar no poder da fé e rezar; Jejum de amargura e tristeza e encher o coração de alegria; Jejum de egoísmo e alimentar a compaixão pelos outros; Jejum de falta de perdão e cultivar a reconciliação; Jejum de palavras e dar mais importância ao silêncio para ouvir os outros.

Na verdade são gestos e jejuns que qualquer pessoa boa se sentirá feliz a realizar, seja católico, praticante de qualquer religião … ou até ateu.