“Não existem razões para deixarmos de fazer o que estamos a fazer, apesar de algumas dificuldades” reconhece administrador diocesano depois das primeiras  reuniões com ouvidores de São Miguel e Santa Maria

A primeira ronda de encontros “informais” promovida pelo Administrador Diocesano, cónego Hélder Fonseca Mendes, com os ouvidores das ilhas de São Miguel e Santa Maria,  confirmam que “não há razões para parar o percurso que temos estado a fazer”.

“Uma vez que não há alternativas, nem é o tempo de as criar ou de criar algo novo, dado que estamos em sede vacante, a conclusão retirada das reuniões em São Miguel e Santa Maria,  é a de que que não temos razões para parar o percurso que temos estado a fazer” afirmou ao Igreja Açores o Administrador Diocesano, num primeiro balanço das auscultações dos ouvidores de São Miguel e do Clero da ilha de Santa Maria, com quem se encontrou esta semana.

“Já bastam as alterações impostas pela pandemia e, portanto, o balanço aponta para o consenso de continuarmos o trabalho que estamos a fazer apesar das dificuldades que são próprias deste tempo” esclarece ainda o cónego Hélder Fonseca Mendes.

“O facto de estarmos sem bispo poderia levar-nos a pensar que era preciso suspender e não é.  Destes encontros em São Miguel e Santa Maria resulta claro que não há razão para pararmos, ainda que percebendo as diferenças ocorridas nestes três anos” de caminhada sinodal, acrescentou.

O sacerdote que vai prosseguir as visitas informais na próxima semana, até meados de janeiro, fez ainda o balanço exato de cada um dos três anos desta caminhada sinodal.

“O primeiro foi o que correu melhor sem dúvida dado que foi desenvolvido fora do contexto da pandemia e 2020 foi o ano mais difícil sobretudo em São Miguel onde a pandemia gerou mais constrangimentos” esclareceu ainda salientando que esta caminhada está em linha com o que a Igreja Universal está a desenvolver de olhos postos na preparação do Sínodo dos bispos em 2023.

“A conclusão que tiro é que as pessoas querem continuar a fazer o que já estamos a fazer e salientam a sintonia com o processo vindo de Roma”, enfatiza.

O importante, refere, neste contexto,  “é continuarmos a ouvir toda a gente”, refere.

“Escutar as pessoas  quaisquer que elas sejam e se não queremos só das estruturas eclesiais então convidemos outras que pelo pensamento, princípios e atitudes possam participar, seja alguém que esteja dentro ou alguém que esteja fora”, conclui sobre este assunto. Além dos ouvidores e presbíteros em geral, o Administrador Diocesano encontrou-se com responsáveis de movimentos ou serviços diocesano.

Apesar da informalidade dos encontros, que “não são visitas pastorais”, eles “parecem-me muito importantes” já que o centro estando em Angra não se esgota na ilha Terceira.

“O centro está em Angra mas a Igreja diocesana não é só Angra e portanto o Administrador Diocesano , apesar das suas competências, não pode desenvolver uma administração centralista, a partir de um gabinete. É preciso escutar o pulsar da diocese”.

Nestas reunião além da articulação do programa diocesano que o sínodo dos bispos e a Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, ambos em 2023, o sacerdote ainda se encontros com sacerdotes de diferentes ouvidorias.

Ainda antes do Natal, nos dias 20 e 21 em São Jorge e já próximo do ano novo estará a 27 e 28 no Corvo e nos dias 29 e 30 nas Flores. Em janeiro estará no Faial a 4 e 5; no Pico a 6 e 7; na Graciosa a 8 e na Terceira entre os dias 10 e 11 de janeiro. No dia 12 realiza-se a reunião do Colégio de Consultores

Com exceção do clero das ilhas de São Miguel e da Terceira, onde os contactos serão privilegiadamente com os ouvidores, o cónego Hélder Fonseca Mendes espera poder encontrar-se com todos os sacerdotes.

Esta noite, o Administrador Diocesano participou na festa de Natal do Seminário, concelebrando com a equipa formadora, uma missa a que se seguiu uma ceia  com toda a comunidade educativa.