Exposição estará patente ao público no Centro Municipal de Cultura de hoje até 5 de janeiro

“Da Encarnação de Deus à Santidade na vida quotidiana” é o título da exposição que a ouvidoria das Capelas, na ilha de São Miguel, em parceria com a Comissão Diocesana dos bens Culturais e a Câmara Municipal de Ponta Delgada, tem patente ao público a partir desta sexta feira no Centro Municipal de Cultura.

A exposição reúne 36 peças  das oito paróquias da ouvidoria- Paróquia de N. Sra da Luz, Paróquia de S. Vicente Ferreira, Paróquia de N. Sra da Apresentação, Paróquia de S. António, Paróquia de Sta Bárbara, Paróquia de N. Sra dos Remédio, Paróquia de N Sra da Ajuda e Paróquia de N Sra do Pilar-, distribuídas por três núcleos. O primeiro núcleo é alusivo ao mistério da Encarnação de Deus; o segundo núcleo  permite experimentar Deus no Meio dos Homens e, o terceiro núcleo, desafia à Santidade na Vida Quotidiana.

De acordo com uma nota enviada ao Sítio Igreja Açores pelo Comissário da exposição, o Pe. Hélio Soares, ouvidor das Capelas, esta exposição visa “divulgar o património religioso da Ouvidoria de Capelas” e “explicar o mistério da encarnação de Deus e a sua assimilação na vida dos crentes através da arte religiosa”.

“A Igreja sempre valorizou o património como forma de viver e expressar a fé” refere o catálogo de sala, com textos da autoria do sacerdote, e “ciente da sua responsabilidade”, aproveitando o tempo de Natal promove esta exposição.

“Para a Igreja, como comunidade humana, o património é espaço de memória, que se constrói no tempo” prossegue o texto sublinhando que “Fazer memória é um conceito presente na teologia da Igreja. Particularmente no sacramento da Eucaristia”.

“Com esta exposição queremos manter viva a identidade e memórias das nossas comunidades, divulgando um património que é seu mas integrado na sociedade, sem esquecer que o seu fim é a evangelização através do património”, refere ainda.

“Não é mera evocação do passado, mas uma atualização da sua força e da sua eficácia no hoje das gentes. Cada fiel é herdeiro de uma espiritualidade e cultura, expressa e vivida num espaço e num tempo determinado. Mas sobretudo, o fiel é testemunha e herdeiro de uma cultura cristã construída ao longo de vinte séculos, com vicissitudes várias numa cristandade global. Mais do que o espaço determinado, a identidade cultural cristã construiu-se no tempo” acrescenta.

“O património eclesial é formador de identidade da sociedade. Porque a comunidade identifica-se com o mesmo, independentemente do seu valor artístico. Revela a vivência espiritual de cada comunidade, no fundo é o seu testemunho material”, conclui.

A exposição estará patente ao público até 5 de janeiro, véspera de Dia de Reis.

A entrada é livre.