O Papa criticou hoje no Vaticano o que chamou de “legalismo, moralismo clerical”, apelando a uma vida cristã que seja marcada pela dedicação aos outros.

“Devemos responder com o testemunho de uma vida que se dá no serviço, de uma vida que assuma o estilo de Deus: proximidade, compaixão, ternura”, disse, na recitação do ângelus, transmitido desde a biblioteca do Palácio Apostólico.

Francisco sustentou que o Cristianismo se vive “não com condenações teóricas, mas com gestos de amor”.

“Trata-se de semear o amor não com palavras que voam, mas com exemplos concretos, simples e corajosos”, apelou.

A reflexão destacou a importância da Cruz como “símbolo por excelência” dos cristãos.

“O importante é que o sinal seja coerente com o Evangelho: a cruz só pode expressar amor, serviço, dom de si sem reservas. Só assim é verdadeiramente a ‘árvore da vida’, da vida superabundante”, precisou.

O Papa falava da vontade de “ver Jesus” que existe em pessoas de países e culturas onde o Cristianismo é pouco conhecido.

“Ainda hoje muitas pessoas, muitas vezes sem dizê-lo, implicitamente, gostariam de ‘ver Jesus’, de encontrar-se com Ele, conhecê-lo. Daqui entendemos a grande responsabilidade de nós, cristãos, e das nossas comunidades”, apontou.

“Que a Virgem Maria nos ajude a seguir Jesus, a caminhar fortes e felizes no caminho do serviço, para que o amor de Cristo resplandeça em todas as nossas atitudes e se torne cada vez mais o estilo da nossa vida quotidiana”, disse.

A oração do ângelus voltou a ser recitada à porta fechada, sem pessoas na Praça de São Pedro, devido ao avanço da pandemia na Itália.

Ainda este domingo, o Papa recorreu ao Twitter para assinalar o Dia Internacional da Síndrome de Down.

“Cada criança que se anuncia no ventre de uma mulher constitui uma dádiva, que muda a história de uma família: de um pai e de uma mãe, dos avós e dos irmãozinhos. E esta criança tem necessidade de ser acolhida, amada e cuidada. Sempre!”, escreveu, numa publicação acompanhada pela hashtag #WorldDownSyndromeDay.

Ainda no Twitter, o Papa assinalou o Dia Mundial para a Eliminação da Discriminação Racial

“O racismo é um vírus que se transforma facilmente e, em vez de desaparecer, esconde-se, mas está sempre à espreita. As manifestações de racismo renovam em nós a vergonha, demonstrando que os progressos da sociedade não estão assegurados de uma vez por todas”, refere Francisco, acompanhando o texto pelos marcadores #FightRacism e #FratelliTutti.

(Com Ecclesia)