O Papa denunciou hoje no Vaticano a “guerra absurda” na Ucrânia, agradecendo a quem acolhe refugiados, num encontro com responsáveis da Proteção Civil da Itália.

“Obrigado pela assistência e acolhimento na Itália dos refugiados da Ucrânia, especialmente mulheres e crianças que fugiram desta guerra absurda. O bem não faz barulho, mas constrói o mundo”, disse Francisco, num discurso divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé.

Citando o discurso de Paulo VI na ONU, em outubro de 1965, o Papa declarou: “Nunca mais a guerra”.

“Qualquer guerra representa uma rendição à capacidade humana de proteger. Uma negação do que está escrito nos compromissos solenes das Nações Unidas”, assinalou Francisco.

A intervenção apelou ao respeito pelo “sonho de paz” dos povos e o “sagrado direito dos povos à paz”.

O Papa falou ainda das pessoas que são obrigadas a deixar a sua terra por causa de catástrofes naturais e das alterações climáticas, bem como das vítimas da pandemia, alertando para o “isolamento social”.

“A recente pandemia permitiu-nos recuperar e valorizar tantos companheiros e companheiras de viagem que, no medo, reagiram dando a própria vida. Fomos capazes de reconhecer como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns que, sem dúvida, escreveram os acontecimentos decisivos da nossa história comum”, sublinhou.

Francisco realçou que o trabalho da Defesa Civil foi fundamental na resposta a recentes terramotos, na Itália, afirmando que todos são “chamados a proteger o mundo e não a depredá-lo”.

“As mudanças climáticas do nosso tempo multiplicaram os eventos atmosféricos extremos, com consequências dramáticas para as populações civis. A terra grita! Quando forçamos a mão, a natureza mostra o seu rosto cruel e o homem é esmagado, obrigado a gritar seu medo”, acrescentou.

O Papa incentivou os voluntários da Defesa Civil a continuar o “trabalho de bem entre os necessitados, de acordo com o testemunho do seu padroeiro, São Pio de Pietrelcina”.

(Com Ecclesia)